Amcham divulga economia criativa do Brasil a investidores estrangeiros

publicado 09/03/2015 08h30, última modificação 09/03/2015 08h30
São Paulo – Com crescimento acima da média, setor entra na série How To Do Business and Invest in Brazil
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A Amcham – Brasil lançou um guia para investidores estrangeiros sobre a economia criativa brasileira. O novo How To Understand Creative Economy in Brazil chega para integrar a série How To Do Business and Invest in Brazil, que, com 21 títulos, divulga informações específicas de como fazer negócios em solo brasileiro.

Com atividades econômicas nas artes, artes visuais, publicidade, rádio e TV, cinema, vídeo, jogos, moda, design e arquitetura, a economia criativa tem característica de criar empregos mais qualificados e tem se destacado no país. O Panorama da Economia Criativa do Brasil, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), estima que o setor movimente entre 1,2% e 2% do PIB (Produto Interno Bruto), 2% da mão-de-obra e 2,5% da massa salarial formal do país.

De acordo com o Ministério da Cultura, que abriga a Secretaria de Economia Criativa (SEC), o crescimento do setor em 2013 foi de 6,13%, enquanto o do PIB atingiu 2,3%.

Esse fenômeno ocorre no mundo todo. O último relatório de investimento global da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), de 2013, mostrou que em 2011 o setor movimentou US$ 624 bilhões, com taxa de crescimento anual de 8,8%. Nos países em desenvolvimento, chegou a ampliar 12,1% ao ano, entre 2002 e 2011.

Desenvolvido em parceria com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, o How To Understand Creative Economy in Brazil apresenta as particularidades da economia criativa no Brasil, seus pontos fortes e carências, além de iniciativas públicas e privadas para sua promoção.

“O setor está crescendo e o Brasil é forte nessas atividades. O guia auxilia o estrangeiro a entender a economia criativa no país, com o objetivo de impulsionar os negócios”, afirma Camila Moura, diretora de Produtos e Serviços da Amcham.

Economia criativa

O Ministério da Cultura definiu cinco áreas de atividades da economia criativa no Brasil: patrimônio (materiais e imateriais, museus e arquivos); expressões culturais (artesanato, artes visuais, culturas afro, indígenas e populares); artes e espetáculos (dança, música, circo e teatro); audiovisual, livro e literatura (cinema e vídeo e publicações); e criações funcionais (moda, arquitetura, design e arte digital).

São segmentos que geram produtos tangíveis, bens intangíveis e propriedade intelectual, o que perpetua receitas empresariais por meio de royalties.

O guia How To Understand Creative Economy in Brazil está disponível gratuitamente na página www.amcham.com.br/howto.

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