Amcham realiza 2ª missão comercial aos Estados Unidos focada no setor de TI

por andre_inohara — publicado 17/08/2011 12h14, última modificação 17/08/2011 12h14
São Paulo – Agenda prevê visita à feira Interop e encontros com organizações setoriais em Washington e Nova York de 03 a 07/10.

A Amcham realiza entre 03 e 07/10 sua segunda missão comercial aos Estados Unidos com foco no setor de Tecnologia da Informação (TI), para empresas do setor que queiram exportar para o mercado americano. A viagem é uma parceria com a Embaixada do Brasil em Washington.

“Queremos ajudar empresas brasileiras a encontrar parceiros potenciais e abrir portas para o mercado americano”, disse Camila Moura, gerente de Comércio Exterior da Amcham.

A missão começa em Washington em 03/10 com uma apresentação sobre o mercado americano de TI pela TechAmerica, a maior associação de empresas do setor nos EUA.

A programação da comitiva na capital americana inclui encontros com empresas da região, além de outras entidades ligadas ao setor. Também estão previstas visitas a entidades educacionais e empresariais na Virgínia e em Maryland.

A viagem prossegue para Nova York em 05/10, quando os participantes visitarão a Interop 2011, uma das principais feiras de TI do mundo. A visita à feira prossegue nos demais dias, mas haverá oportunidades para networking no último dia da missão, na sede da Latin America Capital Association.

O investimento é de US$ 1.700,00 para cada associado da Amcham, e US$ 2.500,00 para participante não associado. As inscrições vão até 09/09 e informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected].

“Esperamos que, através dos contatos gerados e acesso a novas tecnologias, as empresas possam acelerar seu desenvolvimento e alavancar os negócios no exterior”, ressaltou Camila.

Pesquisa revela tecnologias e oportunidades em TI

Uma pesquisa realizada pela Amcham ao longo de julho junto a empresas associadas, atuantes no setor de TI (fabricantes de software, hardware ou integradores de sistemas), apontou as três tecnologias que mais impactam seu direcionamento e seu portfólio.

Os 48 respondentes elencaram Mobilidade e Tecnologia (26%), Cloud Computing (25%) e Business Intelligence (19%) como as principais opções.

As companhias também responderam sobre o prazo em que pretendem realizar investimentos nas tecnologias citadas. No quesito Mobilidade e Tecnologia, 27% revelaram que pretendem investir nessa facilidade dentro de seis meses a um ano (médio prazo). Outros 16% indicam curto prazo (até seis meses) e 11%, longo prazo (mais de um ano). Uma fatia de 29% já tem esse tipo de investimento implementado ou em andamento.

Com relação a Cloud Computing, há praticamente um empate entre as sinalizações de investimento em curto prazo (25%), médio prazo (20%) e longo prazo (21%). São 27% os que dizem já ter esse tipo de investimento implementado ou em andamento.

Quanto a Business Intelligence, a maioria dos consultados (27%) respondeu que ainda não há condições para afirmar quando investirá. Contudo, 23% declararam a intenção de ampliar essa tecnologia no período de 6 meses a 1 ano; 9% em até seis meses; e 18% em mais de uma ano. Um grupo de 25% afirma já ter esse tipo de investimento implementado ou em andamento.

A pesquisa também questionou quais são os segmentos da economia que oferecem as melhores oportunidades para a expansão dos negócios de TI dos entrevistados. Os respondentes dizem que as opções mais promissoras são Telecomunicações (21%), Indústria (14%) e Finanças (13%).

Já no que toca a oportunidades para a expansão dos negócios de TI como um todo, o setor de Telecomunicações também lidera, com 22% das respostas. Os segmentos de Saúde/ Healthcare e Indústria vêm em seguida, com 13% de votos cada.

Panorama de TI no Brasil e EUA

Dados apontam que os setores de TI no Brasil e nos Estados Unidos têm muito a ganhar com o fortalecimento de parcerias entre os dois lados.

A indústria brasileira de software e serviços de TI cresce, em média, mais que o dobro da expansão do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com a Associação Brasileira de Tecnologia da Informação (Brasscom).

Até 2020, o setor pretende aumentar em 50% a participação de TI no PIB, elevando-a dos atuais 3,5% para 5,3%. Essa expansão deve criar 750 mil postos de trabalho no setor, segundo a Brasscom.

Os Estados Unidos são um parceiro importante em TI. Em 2009, a receita brasileira de exportações de produtos de TI para os americanos foi de R$ 1,5 bilhão. Isso foi o equivalente a 72,7% de todo o faturamento do setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para incrementar as exportações do setor, a Apex-Brasil e a Anprotec têm programas que incentivam as vendas para o exterior de produtos ou serviços das empresas que estão em incubadoras ou parques tecnológicos.

Nos Estados Unidos, o mercado brasileiro é tratado com atenção. O Brasil é o 3º principal destino dos fornecedores de software e hardware americanos, de acordo com a consultoria KPMG.

Outra consultoria, a Forrester, indica que o mercado de Tecnologia da Informação (TI) nos Estados Unidos deve crescer 8,4% até o final do ano.

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