Começa a missão empresarial da Amcham nos EUA com foco em compras de organizações multilaterais e de ajuda humanitária

por daniela publicado 06/06/2011 13h27, última modificação 06/06/2011 13h27
São Paulo - Delegação inicia agenda nesta segunda-feira (06/06) com reuniões com representantes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

A Amcham realiza missão empresarial aos Estados Unidos voltada às compras de organizações multilaterais e agências de ajuda humanitária que atuam em áreas de conflitos ou atingidas por desastres naturais. Reuniões com representantes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento nesta segunda-feira (06/06) marcam início de uma vasta agenda da delegação, que se estenderá por toda a semana. 

“O Brasil possui empresas de diversos segmentos que estão preparadas para atender a essa demanda. O objetivo da missão é mostrar esse potencial na oferta de produtos e serviços”, destaca Camila Moura, gerente de Comércio Exterior da Amcham.

A iniciativa é uma parceria com a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Até a próxima sexta-feira (10/06), a comitiva de empresários passará por Washington D.C. e Nova York, onde terá uma série de atividades visando o desenvolvimento de novos negócios e parcerias para os setores de alimentos e bebidas, transporte e logística, construção civil, higiene, máquinas e equipamentos, médico-hospitalar, moveleiro, tecnologia da informaçao, saneamento básico e vestuário.

Programação

Dentre os destaques da programação da missão da Amcham, estão:

Washington D.C.:
• Segunda-feira (06/06): reuniões com representantes do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e das organizações InterAction e International Relief & Development.
• Terça-feira (07/06): encontro com integrantes da CHF International, da MercyCorps, da  Cruz Vermelha dos EUA e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
• Quarta-feira (08/06): participação na Aid and International Development Forum, feira que reúne as mais importantes agências multilaterais de ajuda humanitária.
• Quinta-feira (09/06): mais atividades na Aid and International Development Forum.

Nova York:
• Sexta-feira (10/06): visita à sede da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Consulado-Geral do Brasil em NY.

Mercado

A Amcham fez um levantamento junto a agências de notícias nacionais, internacionais, confirmando que a as ações humanitárias têm movimentado fortemente a economia globalmente.

A ajuda internacional oferecida ao Haiti, por exemplo, já soma mais de US$ 350 milhões para atendimento às vítimas e recuperação dos estragos causados pelo terremoto que teve seu epicentro a cerca de 25 quilômetros da capital, Porto Príncipe, em 12/01/10. Governos de 20 países participam desses esforços, sendo que o Brasil colaborou com US$ 15 milhões e os Estados Unidos com US$ 100 milhões de forma imediata. A União Europeia aprovou um fundo de US$ 4,3 milhões, além de iniciativas próprias de cada país como Reino Unido, Itália, França, Holanda e Suécia.

Mais recentemente, em 11/03, um forte terremoto de 8,9 graus na escala Richter atingiu a costa nordeste do Japão. Após o tremor, um tsunami com ondas de até 10 metros atingiu cidades costeiras. Outros dois sismos de menor intensidade (6,6 graus) se sucederam ao primeiro.

O Parlamento japonês no dia 02/05 aprovou orçamento emergencial de 4 trilhões de ienes (US$ 50 bilhões ) para a reconstrução das áreas atingidas. Os recursos serão destinados, sobretudo, para construção de casas e restauração de estradas, pontes, portos e ferrovias arrasadas em Miyagi, Fukushima e Iwate. Parte das verbas será para indenização das vítimas, promoção da atividade empresarial e fomento do uso de geradores de energia, perante os problemas em várias usinas térmicas e nucleares.

O Japão conta ainda com o auxílio de diversos países como a China, que se propôs a enviar 20 mil toneladas de combustível – gasolina e diesel - e contribuir com US$ 4,5 milhões. Já a União Europeia aprovou um aporte de US$ 14,2 milhões para ajuda humanitária às vítimas. O Brasil, por sua vez, destinou US$ 500 mil. Segundo o Itamaraty, os recursos, por indicação do governo japonês, foram para as ações da Cruz Vermelha do país.

 

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