Amcham representa empresários brasileiros na edição 2016 do SelectUSA

publicado 22/06/2016 09h29, última modificação 22/06/2016 09h29
São Paulo - A CEO da Amcham, Deborah Vieitas, participou em Washington do megaevento para atração de investimentos aos EUA
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Megavento para atração de investimentos aos EUA, o SelectUSA, ganhou edição 2016 atraindo empresários de todos os continentes. A CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, participou do encontro realizado de 19 a 21/6, em Washington DC, representando os interesses do setor privado brasileiro. Hoje, a Amcham Brasil reúne cerca de 5 mil empresas, sendo 85% delas brasileiras.

O SelectUSA está na 3ª edição e ´é organizado pelo governo americano. O objetivo é atrair investimento estrangeiro colocando em contato direto representantes de de empresas, cidades, estados e agências. Em Washington, a CEO da Amcham participou de reuniões com empresas americanas e com representantes do setor privado dos EUA. Na parte governamental, Deborah Vieitas se reuniu com a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliane Ayalde, e com a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Penny Pritzker (foto em destaque). 

Em entrevista ao Estado de São Paulo, a embaixadora Liliane Ayalde afirmou que acreditar que os investimentos de empresas brasileiras no país poderão ultrapassar o patamar de US$ 22 bilhões, que foi registrado em 2014. A medição de 2015 ainda não foi realizada pelo Departamento de Comércio, mas a busca por novas parcerias de negócios nos EUA está crescendo. Uma demonstração disso é que o Brasil se tornou a sétima maior comitiva do programa SelectUSA, lançado pelo presidente Barack Obama para aumentar os investimentos de empresas estrangeiras nos EUA e que realiza a terceira reunião anual durante esta semana, em Washington. O Brasil só está atrás de quatro asiáticos (China, Japão, Taiwan e Índia), do Canadá e da Suíça.

"Hoje, temos empresas pequenas que nunca pensaram antes em fazer investimentos fora do Brasil, e empresas grandes também", disse a embaixadora, citando a Oxiteno, empresa do setor químico com parceria em andamento com os EUA. "Para nós, isso é muito importante. As companhias têm um número de iniciativas relevantes e conseguem obter muito sucesso nos EUA", afirmou ao Valor.

Para Ayalde, a diversificação de investimentos no exterior pode ajudar as empresas brasileiras no momento de dificuldades econômicas no Brasil. "Há muitas oportunidades de investir, de crescer, de fazer negócios e procurar mercados em outros países também", afirmou. Segundo a embaixadora, os EUA estão procurando facilitar as parcerias, fornecendo informações sobre os locais mais adequados para se realizar negócios e as condições de investimentos.

Dentro do programa SelectUSA, diferentes Estados americanos, como Iowa e Tennessee, procuram atrair companhias estrangeiras para os seus territórios. "Aqui, as empresas vão conseguir muita informação sobre como fazer negócios nos Estados Unidos." O Brasil tem 48 inscritos na SelectUSA, entre empresas e entidades de promoção de comércio e investimentos. A lista vai desde grandes companhias de trading até empresas menores, como a Rádio Televisão de Uberlândia. A maioria dos inscritos é do Estado de São Paulo (43%). Outros 18% são do Rio de Janeiro, 14% de Minas Gerais e 10% do Rio Grande do Sul.

Para Pedro Drummond, porta­voz da Drummond Advisors, que auxilia companhias brasileiras a se estabelecerem nos EUA, o fato de o desempenho da economia americana estar em crescimento abaixo do esperado também não está afetando negativamente o apetite das empresas brasileiras rumo àquele país. "O mercado americano, mesmo crescendo num ritmo um pouco abaixo do esperado, ainda é muito grande para as empresas brasileiras."

Segundo Drummond, o que mais atrai as companhias brasileiras são os incentivos à inovação, o acesso à tecnologia e mão de obra eficiente, o grande mercado consumidor e o acesso a mercados externos. "A economia americana é plataforma para outros países, principalmente para a Ásia. E a presença no mercado americano de empresas de tecnologia é um atrativo para outras companhias investirem nas brasileiras." Na abertura da reunião, Obama ressaltou que os Estados Unidos têm regras para facilitar aportes de capital e custos baixos para investimentos externos, além de mão de obra qualificada e incentivos à inovação. "Nenhum país é tão incentivador da inovação e tem tantas universidades de alto nível como os Estados Unidos", disse Obama. "O custo da energia é mais baixo aqui do que em outros países. "

Para a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Penny Pritzker, Obama "viu o investimento estrangeiro não apenas como um meio de nos tirar da recessão [da crise de 2008], mas como uma avenida que nos permite ter uma relação mais próxima com nossos parceiros e aliados globais". 

HOW TO AMCHAM

A Amcham registrou, no último ano, um aumento de  70% nos downloads dos guias do projeto How to do business and invest in the US, guia editado pela entidade para auxiliar empresários brasileiros no processo de investimento nos EUA. O guia é gratuito e está disponível no www.amcham.com.br/howtous

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