Aumento dos fluxos de comércio exterior deve impulsionar adesão ao regime Linha Azul no Nordeste

por giovanna publicado 31/05/2012 16h57, última modificação 31/05/2012 16h57
Recife – Segmentos locais com maior potencial para usar o mecanismo são os de petróleo, tecidos, confecções e calçados.

O regime aduaneiro Linha Azul até aqui despertou baixa procura entre as companhias do Nordeste que fazem comércio exterior, mas esse quadro tende a se modificar nos próximos anos, a partir do aumento do fluxo de cargas, avaliam especialistas que se reuniram no comitê de Comércio Exterior e Logística da Amcham-Recife na última segunda-feira (28/05).

“Acredito que muitas empresas não buscaram sua habilitação porque ainda temos um trâmite rápido de liberação de cargas. Com o crescimento do fluxo de cargas nos portos, será cada vez mais interessante aderir ao Linha Azul”, afirmou Carlos Eduardo da Costa, inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Suape.

Para ele, os segmentos locais com maior potencial para usarem o mecanismo são os de petróleo, tecidos, confecções e calçados

O regime

Linha Azul é um regime aduaneiro criado pela Receita Federal em 2001que, mediante adesão voluntária, concede tratamento prioritário no despacho e armazenamento de importações e exportações para empresas que comprovam a qualidade dos seus controles internos e o cumprimento das obrigações aduaneiras, tributárias, documentais e cadastrais.

Ulysses Portgual, diretor da Tradeworks, aponta como alguns dos benefícios para as empresas habilitadas, além da prioridade no trânsito aduaneiro, descontos especiais na armazenagem aérea ou marítima, melhorias nos controles internos e maior credibilidade junto às Aduanas.

 

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