Barack Obama: assinatura do Teca eliminará barreiras aos fluxos de comércio e investimentos entre Brasil e EUA

publicado 19/03/2011 18h07, última modificação 19/03/2011 18h07
Daniela Rocha
Brasília-Presidente americano afirma que, além do Tratado de Cooperação Econômica e Comercial, as áreas prioritárias nas quais deve haver maior proximidade são energia, educação e infraestrutura.
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O presidente dos EUA, Barack Obama, afirma que a assinatura do Tratado de Cooperação Econômica e Comercial (Teca, na sigla em inglês) eliminará barreiras para a intensificação dos fluxos de comércio e de investimentos entre os países. Ele fez um discurso de cerca de 40 minutos na Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, evento promovido por Amcham, Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Brazil-US Business Council, em Brasília, neste sábado (19/03).

“Eu e a presidente Dilma Rousseff assinamos um acordo para um novo nível de diálogo que promove a cooperação econômica e de investimentos entre os países, o que abrirá caminho para uma colaboração mais intensa dos dois países no G-20 e em outros fóruns. O Teca é importante para se criar empregos e abolir barreiras entre os pares”, declarou.

Obama ressaltou que também foi firmado um mecanismo de diálogo bilateral específico para o setor de energia. “Assinamos um acordo relativo à exploração de petróleo no pré-sal. As descobertas brasileiras do pré-sal representam duas vezes as reservas americanas. Podemos ajudar o Brasil com tecnologias para exploração do petróleo com segurança e, depois, certamente também seremos os melhores fregueses”, explicou o presidente americano.

Além do pré-sal, ele lembrou que os países necessitam prosseguir no desenvolvimento de combustíveis alternativos. Ele lembrou o acordo de cooperação sobre biocombustíveis, firmado em 2008, que deverá ganhar maior impulso daqui para frente. “Foi lançada uma parceria em economia verde entre os dois países”. Segundo Obama, os EUA estão apostando na  energia limpa e os investimentos do setor privado nessa área são importantes para o crescimento das economias e benéficos para o meio ambiente.

O terceiro ponto discutido entre dos governos americano e brasileiro na visita de Obama é a promoção de maior intercâmbio em educação. “A economia é baseada no conhecimento”, ressaltou.

O quarto aspecto é a infraestrutura, área de muitas oportunidades para os países trocarem experiências e fomentarem negócios e investimentos, principalmente devido ao fato de o Brasil sediar os grandes e eventos esportivos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016

Potencial brasileiro

Em seu discurso, Obama fez questão de enfatizar o potencial do Brasil. “Muitos falam que o Brasil é o país do futuro, mas vejo que o futuro chegou.” Ele ressaltou o fato de milhares de pessoas terem atravessado a linha da pobreza e de 50% dos brasileiros já fazerem parte da classe média.

O presidente dos EUA também destacou o fato de Brasil e EUA terem muitos valores em comum, como a democracia e a diversidade.

Em dois momentos, Obama demonstrou muito bom humor. Logo na abertura do evento, ele  ‘lamentou’ ter chegado no Brasil após o Carnaval. “É uma pena eu ter chegado algumas semanas depois do Carnaval, mas, por outro lado, isso é bom porque, caso contrário eu não teria tanta produtividade dos meus colaboradores (referindo-se à comitiva do governo que o acompanhou)”.

Em outro momento, ele brincou  com o fato de Chicago ter perdido para o Rio de Janeiro na escolha da sede para as Olimpíadas. “Fiquei chateado por Chicago ter perdido. Estou brincando. Sei que o Brasil saberá fazer muito bem essa tarefa.”

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