Barack Obama defende avanços em inovação, educação, geração de empregos e infraestrutura em discurso do Estado da União

por andre_inohara — publicado 14/02/2013 17h22, última modificação 14/02/2013 17h22
São Paulo – Um mês após ser reempossado para mais quatro anos na Presidência dos EUA, líder americano revela as diretrizes de sua administração para economia, relações exteriores e comércio.
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A economia dos Estados Unidos está se recuperando, mas será preciso esforço conjunto da população e da classe política para assegurar a continuidade das conquistas. No primeiro discurso de Estado da União após a reeleição, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que pretende incentivar a criação de empregos, investir em capacitação profissional e elevar o salário mínimo.

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O Estado da União consiste na obrigação constitucional do presidente americano de relatar ao Congresso seus planos de governo e visão sobre o futuro da nação. Tradicionalmente, o presidente discursa sobre o Estado da União em janeiro, mas, devido à cerimônia de posse de Obama, o pronunciamento foi adiado para a última quarta-feira (12/02).

No discurso que pode ser acessado na íntegra aqui, o líder americano não fez nenhuma menção à América Latina.  Abaixo, segue os principais pontos abordados por Obama:

Economia e dívida pública

Para estimular a economia, Obama defendeu incentivos fiscais para empresas americanas que trouxerem empregos de volta ao país. Catterpilar, Ford e Apple foram mencionadas como exemplos corporativos que estão investindo em emprego nos EUA.

Obama também quer que a próxima revolução industrial seja Made in America. Além de mais empregos, o presidente deseja que sejam de alto valor agregado. Por isso, é preciso investir em inovação, criando mais centros de pesquisa e desenvolvimento.

Uma das propostas do presidente que mais geraram polêmica é a de elevação do salário mínimo de US$ 7,25/ hora para US$ 9/ hora até 2015. Obama justificou que o país mais rico pais do mundo não pode ter gente vivendo na miséria.

Sobre a dívida pública, Obama apelou ao Congresso – especialmente aos republicanos – que aja para evitar os cortes do endividamento público, que será votado em março. O presidente voltou a defender a manutenção de programas sociais e a redução nos gastos com defesa.

Comércio e relações exteriores

As prioridades do governo Obama para o comércio exterior mencionadas no discurso são concluir as negociações do Trans Pacific Strategic  Economic Partnership (TPSEP, na sigla em inglês) e avançar rumo a um acordo de livre comércio com a União Europeia. Para o presidente, trata-se de caminhos importantes para aumentar as exportações americanas, enfrentar a concorrência asiática e criar empregos.

O presidente declarou que trabalhará pela estabilidade da região de Oriente Médio e Norte da África. Obama disse que seu país continuará apoiando a luta dos cidadãos do Egito por democracia, e manterá a pressão para que o governo sírio respeite os direitos fundamentais de seu povo. Ele confirmou que estará na região em março.

Energia e infraestrutura

A segurança energética também foi um tema abordado no discurso. Além do aumento da exploração de petróleo, a administração Obama pretende enfatizar a produção de energia eólica, solar e de gás natural como forma de diversificar a matriz energética e criar empregos.

A modernização da infraestrutura logística americana também foi mencionada. Através do programa Fix It First (Conserte Isso Primeiro), Obama propõe parceria com o setor privado para modernizar os modais considerados mais críticos.

Educação

Obama também quer que a educação de seu país tenha melhor qualidade e que a população carente ganhe acesso facilitado ao estudo. A educação de nível pré-escolar tem que estar disponível para todas as crianças e seu conteúdo precisa ser atualizado, instou Obama.

Para formar jovens mais qualificados, o presidente propôs que as escolas de ensino superior façam mais parcerias com empresas, de modo a criar currículos reforçados por disciplinas científicas – tecnologia, engenharia e matemática. Dominar essas competências é importante para os empregos atuais e do futuro, argumentou o presidente.

Na tarefa de melhorar a qualidade educacional, as melhores universidades serão recompensadas. O presidente criticou o alto custo que as universidades colocam aos estudantes, e anunciou a criação do College Score Card, uma metodologia de avaliação das escolas com melhor relação entre custo e qualidade.

Obama também pediu ao Congresso que mude a lei de educação universitária (Higher Education Act) para avaliar que tipo de ajuda federal as universidades devem receber.

Imigração

A reforma da lei de imigração também foi um assunto destacado por Obama. Para ele, a legislação que rege o tema é burocrática e morosa, sendo necessário modernizá-la e abrir caminho para a legalização de imigrantes.

 

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