Biden vence eleições: veja como foi a repercussão da contagem e anúncio da vitória nas redes sociais

publicado 11/11/2020 16h21, última modificação 12/11/2020 12h27
Brasil – Trump ultrapassou a barreira de 147 milhões de seguidores e seguirá tendo influência no universo digital
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Mesmo com a vitória de Joe Biden no último sábado (07/11), Donald Trump continuou crescendo nas redes sociais. Durante a longa apuração dos votos, o republicano usou Twitter e suas outras redes sociais para reclamar da contagem e do resultado – com um enorme contingente de apoiadores e críticos repercutindo suas falas. Das 50 mensagens sobre Trump com mais RTs, ele escreveu 34. Enquanto isso, era atacado ou ironizado por eleitores comuns, por Bernie Sanders e por sua ex-adversária Hillary Clinton.  

Trump ultrapassou a barreira de 147,4 milhões de seguidores nas suas redes sociais – contando sua influência nas redes na casa das centenas de milhões, assim como Lebron James, Leonel Messi, Beyoncé, Justin Bieber e Kim Kardashian. Cedendo ou não a vitória, nós não deixaremos de ouvir falar dele: o 45º presidente dos EUA continuará fazendo muito barulho. 

 

VITORIOSO 

Diferente de Trump, durante a semana, Biden já tinha cobrado que cada voto fosse contado, contrapondo-se ao pedido de Trump de que parassem a contagem, enquanto militantes incentivavam as pessoas a irem confirmar seus votos em casos em que havia incerteza sobre a identificação do eleitor. 

As redes finalmente foram reconhecendo que havia um novo presidente. Joe Biden teve 45% da tração, mesmo com posts polêmicos de Trump se recusando a aceitar a derrota fazendo barulho e sendo muito criticados. Além disso, o democrata viu sua base de seguidores se expandir em 70% – foram mais de 6 milhões de novos seguidores só no dia do anúncio pela Associated Press de que ele venceu e 15,4 milhões ao todo.  

Kamala Harris ganhou 11,5 milhões e até a discreta nova primeira-dama, Jill Biden, amealhou 1,9 milhão de seguidores. Biden teve o post com mais interações da semana, com um vídeo em que promete que será um presidente para todos os americanos. No Brasil, o interesse por Biden ultrapassou o por Donald Trump no Google a partir da manhã de sexta-feira (06/11), 26 horas antes da imprensa americana cravar o resultado

 

MEMELÂNDIA 

O artigo com maior repercussão sobre brasileiros nos Estados Unidos, da Atlantic, citou o presidente Jair Bolsonaro numa lista de populistas de direita que ascenderam ao poder no mundo – cita o brasileiro ao lado de Donald Trump, Narendra Modi, Viktor Orbán, Vladimir Putin e Erodgan (231,7 mil interações). O segundo artigo (20,2 mil interações) noticiava o Brasil entre os países cujos líderes ainda não parabenizaram Biden. 

No Twitter, foram 62,8 mil menções a Brasil ou brasileiros, nos últimos 7 dias, pelos americanos em inglês – com as menções a Bolsonaro, esse volume salta para 69,4 mil. Além de listar Bolsonaro entre os líderes que não cumprimentaram Biden, americanos riram das críticas de brasileiros sobre a demora na contagem, e associaram a ascensão de Bolsonaro à de Trump.  

Para acompanhar os dados e análise completa da última semana, acesse aqui.

 

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