Brasil é um dos parceiros comerciais mais importantes e governo dos EUA deve liderar novas missões comerciais ao País, conforme secretário adjunto de Comércio Internacional

por andre_inohara — publicado 03/09/2012 17h31, última modificação 03/09/2012 17h31
São Paulo – Francisco Sánchez considera que intercâmbio entre estudantes é oportunidade de aprendizado mútuo e reforço dos laços comerciais.
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O Brasil possui uma das mais importantes relações comerciais com os Estados Unidos, avalia o secretário adjunto de Comércio para Comércio Internacional do Departamento de Comércio dos EUA, Francisco Sánchez.

De acordo com o representante do governo americano, as missões comerciais lideradas pelo seu governo ao País devem ter bastante intensidade nos próximos doze meses.

“Estamos comprometidos com uma série de missões comerciais. Estou liderando esta missão com 66 universidades [em 06/09] e, posteriormente, o novo Presidente do Conselho de Exportações que será nomeado pelo presidente Barack Obama trará companhias americanas interessadas em aumentar as exportações. Também vamos apoiar missões comerciais [ao País] nos próximos doze meses.”

Sánchez esteve na Amcham-São Paulo nesta segunda-feira (03/09) para falar das oportunidades de cooperação no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras (CsF). Em entrevista ao site da Amcham, Sánchez comentou que muitas empresas americanas estão interessadas em investir em projetos de infraestrutura, petróleo e gás e energias renováveis.

Leia abaixo a entrevista de Sánchez à Amcham:

Amcham: Qual a importância de um programa de incentivo à inovação para o desenvolvimento tecnológico?

Francisco Sánchez: Estou muito feliz em vir ao Brasil e promover o que considero ser uma das mais importantes relações comerciais que os EUA têm. Tivemos um grande encontro com as empresas americanas presentes nesta manhã [em reunião na Amcham], que estão sendo críticas para o sucesso do programa CSF. Em adição ao treinamento acadêmico, o programa procura dar aos estudantes experiência prática em ambiente corporativo. Ficamos muito felizes em ver que a Boeing levou estudantes brasileiros (16), e saudamos cada experiência que as empresas acrescentam. Na apresentação da Amgen, que também esta oferecendo estágio a estudantes brasileiros nos EUA, vimos como a cooperação pode funcionar e encorajar companhias americanas a participar do programa.

Amcham: Os EUA querem enviar estudantes americanos ao Brasil por meio do programa ‘100,000 Strong in the Americas’ – similar ao CSF. O que esses estudantes podem aprender com o intercâmbio na América Latina e Caribe?

Francisco Sánchez: Uma das coisas mais importantes que podem acontecer entre a relação Brasil-EUA é ter mais estudantes americanos fazendo estágios aqui. Fazendo isso, certamente poderemos aprender uns com os outros e reforçar laços comerciais no futuro.

Amcham: Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores disse apostar no modelo da Diplomacia da Inovação – negociar acordos de cooperação em inovação a partir da identificação de demandas do setor privado. Houve algum contato com o governo dos EUA nesse sentido?

Francisco Sánchez: Não estou familiarizado com esta iniciativa em particular, mas posso dizer que há inúmeras formas com que os EUA se engajam para promover esforços para o aumento da inovação em ambos os países. Através do diálogo comercial [Commercial Dialogue], procuramos cooperar para harmonizar padrões e relacionamentos, de modo a facilitar a inovação e dividi-la com o mundo. No CEO Fórum Brasil-EUA, que ocorreu em abril com importantes companhias dos dois países, a inovação foi um tópico importante. Estou animado com nosso engajamento sobre a inovação.

Veja aqui: Nenhum país inova se estiver isolado dos outros, analisa diretor do Itamaraty

Amcham: Durante sua visita, há planos de reforçar acordos de comércio bilateral?

Francisco Sánchez: Sim. Ambas as formas que mencionei (diálogo comercial e CEO Fórum) têm como propósito aumentar o comércio. Também nos comprometemos com uma série de missões comerciais. Estou liderando essa missão com 66 universidades [a visita de Sánchez deve se encerrar em 06/09], e posteriormente o novo Presidente do Conselho de Exportações [comitê responsável pelas políticas de exportação dos EUA], que será nomeado pelo presidente Obama, levará companhias americanas interessadas em aumentar as exportações [ao Brasil]. Também vamos apoiar missões comerciais [ao País] nos próximos doze meses.

Amcham: Quais as áreas onde há maior interesse?

Francisco Sánchez: Os exportadores estão muito animados com a indústria aeroespacial, cuidados e equipamentos médicos, tecnologia, máquinas e equipamentos. Também esperamos aumentar atividades em infraestrutura, petróleo e gás, eficiência energética e energias alternativas. 

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