Valor traz análise do CEO da Amcham sobre encontro entre Dilma e Joe Biden, vice-presidente dos EUA

publicado 18/06/2014 12h12, última modificação 18/06/2014 12h12
São Paulo - Para Gabriel Rico, encontro sinaliza interesse em deixar a relação bilateral mais harmoniosa
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O jornal Valor Econômico traz hoje (18/06) matéria com o CEO da Amcham, Gabriel Rico, analisando o impacto do encontro entre o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a presidente Dilma Roussef, em Brasília, na terça-feira (17/06).

Em sua passagem pelo Brasil, Biden teve encontro com Dilma para discutir temas da agenda bilateral Brasil-Estados Unidos. Para Gabriel Rico, a visita acontece em momento de crescente interesse de empresários americanos em três setores da economia brasileira, segundo a Câmara Americana: agronegócios, tecnologia da informação e infraestrutura.

Confira matéria completa do repórter Rodrigo Pedroso publicada na editoria Brasil:

Relação comercial ficou fora da agenda do encontro 

Por Rodrigo Pedroso | De São Paulo | Valor Econômico | 18 de junho de 2014

O encontro de ontem em Brasília entre a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, teve cunho "absolutamente diplomático", de acordo com o CEO da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico. A visita acontece em momento de crescente interesse de empresários americanos em três setores da economia brasileira, segundo a câmara: agronegócios, tecnologia da informação e infraestrutura.

Temas espinhosos da relação comercial bilateral, como subsídios do governo americano a produtores locais de etanol e algodão, assim como agenda de facilitação de investimentos e cooperação comercial entre os dois países não foram discutidos no encontro.

"Não constou na agenda do vice-presidente Joe Biden encontro com empresários ou discussão de negócios. A visita foi uma mostra do interesse dos Estados Unidos em deixar a relação com o Brasil mais harmoniosa", diz Rico.

Apesar de afirmar que as relações econômicas entre os dois países caminham independentemente do esfriamento das relações diplomáticas, a câmara acredita que uma reaproximação entre os dois governos cria um ambiente melhor de negócios bilaterais.

A relação entre os dois países ficou estremecida depois que a presidente Dilma adiou a visita de Estado a Washington marcada para outubro de 2013 devido às revelações de que tinha sido espionada pela Agência Nacional de Segurança (NSA) americana. "No curto prazo o encontro tem efeito nulo nos negócios entre os dois países. Mas a médio e longo prazo as relações diplomáticas possuem influência positiva", afirma Rico.

Está marcada para a segunda semana de setembro uma missão com empresários americanos ao Brasil para prospectar novos negócios e investimentos. O encontro, organizado pela Amcham, prevê reuniões com empresários nacionais das regiões sudeste, centro-oeste e nordeste do país.

Em março, a câmara levou empresários brasileiros aos Estados Unidos, onde notou crescente interesse de empresas americanas em negócios nos setores de infraestrutura, tecnologia da informação e agronegócio. "Em infraestrutura, o interesse está em portos e aeroportos. Em tecnologia da informação, que exige volume menor de investimentos, há uma parceria natural entre brasileiros e norte-americanos", afirma Rico.

Os americanos participarão de palestras sobre a economia do Brasil em 8 de setembro e depois vão se encontrar com empresários em um workshop sobre como investir no país.

Nos outros dias, os empresários interessados em investir no agronegócio brasileiro irão a cidades do centro-oeste do país, enquanto os investidores da área de tecnologia da informação visitarão centros em Belo Horizonte em Campinas. O grupo interessado em infraestrutura será direcionado para as estruturas portuárias de São Paulo e Pernambuco.


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