CEO da Amcham comenta discurso de Obama na CBN e Jovem Pan

publicado 29/01/2014 11h07, última modificação 29/01/2014 11h07
São Paulo – “Obama usou tom conciliador para sensibilizar Congresso a aprovar medidas econômicas e sociais”, comentou Gabriel Rico
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As medidas que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no discurso de Estado da União para aumentar a produtividade da economia americana, como o incentivo à criação de empregos de alto valor agregado e formação de trabalhadores qualificados, mostra que a falta de produtividade da economia também é um problema por lá, destaca o CEO da Amcham, Gabriel Rico, entrevistado pelas rádios CBN e Jovem Pan na manhã de quarta-feira (29/1).

“Obama falou na melhoria da qualificação de mão de obra, que precisa disso para operar tecnologia mais avançada. A agenda [de competitividade dos EUA] tem pontos bastante semelhantes entre os dois países e discurso voltado para o bem estar social”, segundo o CEO da Amcham, na rádio Jovem Pan.

Sobre o impacto da recuperação da economia americana no Brasil, Gabriel ressaltou que nossos deveres de casa continuam os mesmos: “Nosso foco tem que ser a melhoria da competitividade da economia brasileira de forma ampla. E lá eles têm medidas similares às discutidas aqui”, acrescentou.

O CEO comentou outros destaques do discurso “Ele chamou o Congresso para trabalhar junto [na agenda de reformas econômicas e sociais], e adotou a estratégia de envolver e motivar os parlamentares a trabalhar com ele. Ao mesmo tempo, fez um discurso de apelo popular levando a mensagem de melhoria das condições para a população, especialmente a menos favorecida”, comenta o CEO da Amcham na CBN.

 

 Sobre o Estado da União

O Estado da União é um discurso que o presidente dos Estados Unidos realiza costumeiramente em todo início de ano, relatando a situação interna e externa do país ao Congresso. Na ocasião, o presidente apresenta suas prioridades de gestão e propostas legislativas.

Como Obama depende do Congresso para que suas propostas de mudança no sistema de saúde pública e os programas de aumento de produtividade sejam aprovados este ano, procurou sensibilizar a oposição sobre a urgência das reformas.

O partido de Obama, o Democrata, tem maioria no Senado, enquanto o Partido Republicano, de oposição, domina a Câmara dos Representantes (Deputados). Neste ano, parte do Congresso será renovado, em função das eleições legislativas. Se a oposição conquistar maioria nas duas casas, as propostas de Obama tendem a ser rejeitadas.

“Ele precisa trabalhar com o Congresso. Obama fez um discurso de apelo popular, voltado a programas sociais e elevação de salários. É uma nação que luta fortemente para recuperação econômica, como nunca se viu nos últimos anos”, segundo Rico, em entrevista à rádio Jovem Pan.

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