China traz oportunidades atrativas para empresários, mas também riscos

por giovanna publicado 15/02/2011 18h30, última modificação 15/02/2011 18h30
São Paulo – No país, há tanto empresas modernas como obsoletas, o que demanda apoio de consultores especializados.
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A atratividade da China para os investidores é motivada pelos baixos custos de produção, tecnologia moderna e mão-de-obra barata, razões pelas quais faz sentido marcar presença naquele país. Porém, uma oportunidade atraente de ganhar dinheiro também pode esconder riscos inesperados para os pequenos e médios empreendedores brasileiros – que, se não forem identificados e administrados, podem colocar os bons negócios a perder.

“A China é tudo o que dizem dela”, afirmou o consultor Thomaz Machado, da ChinaInvest, em referência tanto a informações positivas quanto a negativas que circulam sobre o país. Ele participou nesta terça-feira (15/02) de reunião de apresentação da 2ª Missão Comercial da Amcham para a China na sede da entidade em São Paulo.

No parque industrial chinês, convivem empresas que usam tecnologias de fabricação modernas e outras que ainda trabalham com modelos artesanais de produção. “Não se pode escolher um fornecedor ou parceiro na China só com base em fotos de site”, observou Machado.

Para ilustrar essa preocupação, o consultor, na apresentação, mostrou fotos de fábricas modernas, que apresentavam maquinário novo e disposto de forma ordenada, com funcionários uniformizados e equipados, mas também imagens de companhias antigas, caracterizadas por paredes sujas, maquinário antigo e funcionários sem uniforme.

Missão comercial à China

Atenta a essa realidade, a Amcham promove sua segunda missão comercial para a China em abril. O objetivo é aproximar pequenas e médias empresas brasileiras de potenciais parceiros chineses nos setores de máquinas e equipamentos, autopeças, produtos químicos, computadores e produtos eletrônicos, e um dos diferenciais é justamente oferecer consultoria e suporte especializados em China aos participantes.

A visita começa no dia 11/04 em Hong Kong, importante centro financeiro e tecnológico, e se estende até Cantão (Guangzhou) e Xangai, regiões que possuem polos industriais bastante relevantes. “A Amcham quer auxiliar as empresas a viajar com segurança e oferecer oportunidades reais de negócios”, disse a gerente de Comércio Exterior da entidade, Camila Moura.

A Amcham oferece às empresas interessadas suporte personalizado em negócios e na identificação de oportunidades comerciais. Está prevista a participação na 109ª Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo, e em feiras de eletrônicos, informática e do setor automotivo nas cidades de Hong Kong e Xangai.  

Na Hong Kong Electronics Fair, uma das exposições a serem visitadas, a expectativa é que, assim como os participantes da missão, muitos outros brasileiros se façam presentes. A HKTDC, empresa responsável pelo evento, calcula receber pelo menos 200 empresários do País em abril.

“Em cada edição, há um aumento de cerca de 10% de participação desse público”, disse Daniel Alves, executivo de Marketing da HKTDC no Brasil.

Participante da viagem

A comitiva já tem entre seus participantes confirmados a Sawluz, empresa desenvolvedora de aplicativos e serviços voltados para o intercâmbio de programações de entregas nos segmentos automotivo e agrícola.


“Quero conhecer a indústria de autopeças e como funciona o relacionamento de uma montadora chinesa com a sua cadeia de fornecedores locais“, disse Adoniram Silva, sócio da Sawluz.

Além de identificar fornecedores para sua indústria, Silva também planeja se preparar melhor para a entrada de montadoras chinesas no Brasil. “Desejamos nos atualizar para nos relacionarmos oportunamente com essas companhias.”

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