Ciência Sem Fronteiras contribui com progresso e desenvolvimento do Brasil, analisa presidente da Boeing Brazil

por marcel_gugoni — publicado 03/09/2012 17h19, última modificação 03/09/2012 17h19
São Paulo - Donna Hrinak fala sobre características do programa de intercâmbio que levou brasileiros para estágio na fabricante de aeronaves nos EUA.
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Progresso e desenvolvimento. Essas foram as palavras usadas pela presidente da Boeing Brazil, Donna Hrinak, para definir iniciativas que incentivam o avanço da educação, como o programa Ciência Sem Fronteiras. Para ela, melhorar a educação significa melhorar o país. 

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Hrinak, que já foi embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, esteve na Amcham-São Paulo nesta segunda-feira (03/09) para participar do encontro da força-tarefa de Ciência Sem Fronteiras. Ela falou da iniciativa que levou 16 brasileiros que participam do CSF à sede da fabricante de aeronaves nos EUA para complementar sua experiência acadêmica com um viés prático, como defende a Amcham. 

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Segundo ela, o apoio ao ensino de jovens que estão se especializando em engenharia aeronáutica ou aeroespacial passa por um acompanhamento constante de “mentores” da Boeing. “Cada estudante tem um mentor na Boeing que trabalha como um assessor técnico para assegurar que aquilo que o jovem estuda na aula tenha relevância para a indústria e para sua economia. Depois disso, eles fazem um estágio na Boeing durante o verão.” 

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A executiva defende que a qualificação de engenheiros é essencial para desenvolver a ciência e a tecnologia. “A ciência e tecnologia, a engenharia e a matemática têm importância de matérias principais”, afirma ela. E o Brasil está fazendo sua lição de casa ao incentivar o intercâmbio de estudantes de graduação, pós-graduação e iniciação científica no CSF. “A educação no Brasil está melhorando porque hoje há muitos mais setores da sociedade preocupados. Quando eu saí do Brasil, em 2004, ouvi muito pouco debate público sobre educação. Agora isso existe em todas as partes.” 

Leia os principais trechos da entrevista com Donna Hrinak: 

Amcham: A sra. comentou há pouco na reunião da Amcham que o Brasil está mais preocupado com a educação hoje do que no passado. O que melhorou?

Donna Hrinak: A educação no Brasil está melhorando porque hoje há muito mais setores da sociedade preocupados com educação. Quando saí do Brasil, em 2004, ouvi muito pouco debate público sobre educação. Agora isso existe em todas as partes e incentiva a modernização e a melhoria da educação. 

Amcham: Como a Boeing trabalha com o programa Ciência Sem Fronteiras?

Donna Hrinak: Provemos o que chamamos de apoio holístico, quer dizer, apoiamos o ensino de jovens que estão se especializando em engenharia aeronáutica ou aeroespacial. Além disso, cada estudante tem um mentor na Boeing que trabalha como um assessor técnico para assegurar que aquilo que o jovem estuda na aula tenha relevância para a indústria e para sua economia. Depois disso, eles fazem um estágio na Boeing durante o verão. 

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Amcham: Como é a absorção desses estudantes na empresa?

Donna Hrinak: Esperamos que eles voltem ao Brasil porque esta é a ideia principal do Ciência Sem Fronteiras. A Boeing está crescendo no Brasil também. Abrimos no começo de abril um centro de pesquisa e tecnologia onde vamos contratar cientistas e engenheiros. Acho que, mais do que isto, vamos precisar de muitos engenheiros nas nossas fábricas dos Estados Unidos no futuro e também para a Boeing em outros países. Por que não [contratar] um engenheiro brasileiro para a fábrica da Austrália, por exemplo? 

Amcham: O Ciência Sem Fronteiras vem para reforçar essa qualificação dos brasileiros?

Donna Hrinak: Exato. Obviamente o programa vai contribuir para o progresso e o desenvolvimento aqui do País. Vejo que o Brasil vem se tornando um ator mais global. Então, contribuir para o desenvolvimento mundial na ciência e tecnologia é muito importante. 

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Amcham: Qual a mensagem que fica para os estudantes brasileiros em uma oportunidade como essa?

Donna Hrinak: A ciência e tecnologia, a engenharia e a matemática têm importância de matérias principais. Mais do que isso: é importante ressaltar o esforço das mulheres. Temos três na Boeing e queremos mais.

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