Com aumento expressivo nas exportações brasileiras, comércio bilateral com os EUA cresce no 1º semestre

publicado 14/07/2021 13h08, última modificação 14/07/2021 13h22
Exportações avançaram 32,9% e importações aumentaram 8,7%, mantendo o país norte-americano como segundo maior parceiro comercial do Brasil
Com aumento expressivo nas exportações brasileiras, comércio bilateral com Estados Unidos cresce no 1° semestre

Segundo o nosso Monitor do Comércio Brasil-EUA, as trocas comerciais entre os dois países cresceram no primeiro semestre de 2021. As exportações brasileiras avançaram 32,9% e as importações aumentaram 8,7% em relação ao mesmo período de 2020, o que mantém os EUA como o segundo maior parceiro comercial do Brasil em bens. O montante total de exportações ficou em US$ 13,3 bilhões e de importações em US$ 16,4 bilhões.

“A recuperação da economia tanto no Brasil como nos EUA tem fortalecido o comércio bilateral. As projeções da Amcham indicam que 2021 registrará um crescimento de até 30% das nossas exportações para os EUA e de até 20% das nossas importações vindas daquele país. Esses números são um indicador claro do aquecimento dos negócios entre ambos os países”, afirma nosso Vice-presidente Executivo, Abrão Neto.

A economia dos EUA cresceu 6,4% no 1º trimestre de 2021 e deve seguir aquecida ao longo do ano. O estágio avançado de vacinação e os pacotes governamentais de estímulo norte-americanos aumentaram a demanda externa, inclusive por produtos importados do Brasil, como dos setores siderúrgico, de construção civil, aeronáutico e petróleo. As exportações brasileiras para os EUA no primeiro semestre de 2021 representaram 9,8% das exportações totais do País no período.

Pelo lado das importações, é possível observar um início de recuperação. As importações brasileiras originárias dos EUA avançaram 8,7%, alcançaram o valor de US$ 16,4 bilhões até o momento. Apesar desse movimento positivo, o percentual ainda foi três vezes menor que o aumento total de 26,5% de tudo que o Brasil comprou do mundo. Entre as 10 principais origens de importação brasileira, o aumento dos Estados Unidos foi o segundo mais baixo, ficando à frente somente da França.

Como resultado, o Brasil obteve um déficit de US$ 3,1 bilhões com os EUA, que foi o maior saldo negativo registrado pelo Brasil entre todos os seus parceiros comerciais no ano. No geral, as trocas bilaterais com o país norte-americano representaram 12,7% do comércio brasileiro com o mundo, ficando atrás apenas da China (29,1%).

 

MONITOR DO COMÉRCIO BRASIL-EUA AMCHAM

O Monitor do Comércio Brasil-EUA é um documento de acompanhamento e análise do comércio bilateral, criado por nós e divulgado a cada três meses, com base nas estatísticas oficiais do Brasil e dos EUA. A versão completa do relatório já está disponível clicando aqui.

 

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