Com indústrias diversificadas e ensino de português nas escolas, Utah quer negócios com o Brasil

publicado 24/09/2013 16h15, última modificação 24/09/2013 16h15
São Paulo – Estado mais jovem dos EUA foi eleito melhor para carreiras e negócios
gary-neeleman-8765.html

Com uma comitiva de 20 empresários de diversos setores, o estado norte-americano de Utah enviou representantes ao Brasil para atrair investimentos. O grupo se reuniu com brasileiros na Amcham – São Paulo, segunda-feira (23/09), para divulgar as vantagens competitivas “utahans”.

“Já introduzimos o ensino de português em escolas do estado”, diz Vincent Mikolay, diretor de Divulgação e Comércio Internacional do Departamento de Desenvolvimento Econômico de Utah.

O estado, no meio-oeste americano, reúne indústrias diversas, como aeroespacial, TI e saúde, e possui facilidades logísticas. No aeroporto internacional da capital, Salt Lake City, chegam mais de 700 voos diários. O estado também está próximo à Costa Oeste americana, com diferença de um dia, por modal rodoviário. Por reunir três importantes estradas, é chamado de “cruzamento do oeste”.

Com acessibilidade, Utah conseguiu o melhor desempenho em exportação, entre os 50 estados americanos. Segundo Mikolay, seu estado tem baixos custos operacionais, incluindo tributos e energia. “Por três anos seguidos, fomos eleitos o melhor estado para negócios e carreiras, pela Forbes Magazine e pela Business Facilities”, destaca.

Ele cita, ainda, que o estado investe em áreas estratégicas, como indústria aeroespacial e de defesa, energia e recursos naturais, TI e ciências da vida. “Temos salários competitivos, mais de 130 línguas faladas no comércio, e somos o estado mais jovem do país, com média de idade de 29 anos”, cita.

Consulado honorário

O jornalista Gary Neeleman, cônsul honorário do Brasil em Salt Lake City, diz que seu desejo de trazer uma comitiva de Utah para o Brasil é antigo. “Temos mais de 15 mil brasileiros no estado e, muitos deles, fazendo negócios”, comenta. “Quero que conheçam mais o Utah”, declara.

Neeleman tem seus motivos. Ele morou no Brasil por muitos anos, como missionário religioso e repórter da United Press International. Alguns de seus filhos e netos têm dupla cidadania, como David, o dono da Azul Linhas Aereas.

Gary ainda escreve para publicações como Washington Post, função paralela à de cônsul honorário do Brasil, onde desembarcou, pela primeira vez, aos 19 anos. “Cheguei a Ponta Porã (PR). Não tinha nada na cidade, escolas, instrução em línguas, nada. E eu também não sabia nada de português”, recorda.

Da época de missões, diz haver uma semelhança com o trabalho que desempenhou, trazendo a comitiva para São Paulo. “Estou ajudando pessoas”, explica.

registrado em: ,