Com localização geográfica estratégica e custos baixos, Indiana quer atrair empresas brasileiras de TI

por andre_inohara — publicado 28/04/2011 11h54, última modificação 28/04/2011 11h54
André Inohara
São Paulo – Estado americano trabalhar para desenvolver mercado local de tecnolologia e oferece atrativos para companhias da área que queiram se instalar lá.
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O Estado de Indiana, nos Estados Unidos, quer ser a plataforma de expansão das empresas brasileiras de tecnologia da informação (TI) na América do Norte.

Esta é a mensagem-chave dos representantes de Indiana em missão no Brasil, que participaram na quarta-feira (27/04) do evento "Doing Business in Indiana", promovido pela Amcham-São Paulo em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e a agência de incentivo Develop Indy.

“Quem estiver buscando se expandir nos mercados da América do Norte ou especificamente dos Estados Unidos deve considerar Indianápolis (capital do Estado) como o lugar para isso”, disse o CEO da Develop Indy, Scott Miller. Segundo ele, setor de tecnologia é uma área que vem crescendo em Indianápolis nos últimos 20 anos.

Localizado no centro-oeste dos Estados Unidos, Indiana tem uma localização estratégica próxima a dois importantes polos econômicos: Chicago, terceira maior cidade do país; e os Grandes Lagos, região com grande concentração de indústrias do Canadá e dos EUA.

Vantagens competitivas de Indiana

Além disso, o Estado oferece vantagens competitivas para as companhias que se instalam lá, argumentou Miller, especialmente no que toca a impostos e custos de terrenos.

“Nossa estrutura tributária é uma das menores dos Estados Unidos”, responde Miller, sobre a questão fiscal. “E somos um dos poucos Estados a ter superávit, o que significa que os impostos não devem aumentar no futuro.”

Indiana também tem boas condições em termos de força de trabalho, infraestrutura e qualidade de vida. Conforme a Develop Indy, a mão de obra é qualificada por diversas universidades e cursos profissionalizantes, preparando trabalhadores em áreas como tecnologia, saúde, negócios e economia.

E uma extensa infraestrutura de transportes atende a região. Há modais rodoviários, ferroviários e aquáticos interestaduais que agilizam as possibilidades de rápida locomoção. Em relação ao transporte aéreo, uma ampliação em andamento do aeroporto internacional do Estado vai permitir um trânsito maior de cargas e passageiros.

Fundo de investimento se interessa por mercado brasileiro

O fundo de investimento Collina Venture, representado na comitiva de Indiana, está de olho no crescimento do mercado interno brasileiro. “Somos um fundo de participação com recursos próprios e creio que o Brasil tem um futuro brilhante”, comentou o sócio Mark Hill.

“Buscamos explorar oportunidades para companhias que tenham interesse em atender os mercados dos Estados Unidos ou para clientes que queiram instalar infraestrutura tecnológica no Brasil”, disse.

Hill disse que tem conversado com empresas de TI para possíveis parcerias, pois considera que as áreas de software e TI têm grande potencial de crescimento no Brasil.

Ele também aposta na expansão de outros segmentos, como automobilístico, telefonia móvel e produtos eletrônicos, a partir da expansão da classe média.

A empresa de soluções de comunicação via IP Interactive Intelligence, que também integrou a comitiva de Indiana, indicou que o Brasil é um dos locais onde pretende crescer internacionalmente.

O diretor de marketing da Interactive Intelligence, Joe Staples, informou que a companhia expandirá sua equipe de vendas e marketing para conquistar espaço no mercado brasileiro.

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