De olho na meta de dobrar exportações, EUA olham para Nordeste brasileiro

por agrimaldo — publicado 31/10/2010 13h25, última modificação 31/10/2010 13h25
Recife - Brasil será importante para concretizar objetivo, em especial essa região, diz representante americano.

Os Estados Unidos já deixaram claro por várias vezes a importância do Brasil para a concretização de sua meta de dobrar as exportações nos próximos cinco anos. Nesta quarta-feira (06/10), representantes do Departamento de Comércio americano evidenciaram que os estados nordestinos terão papel central nesse plano.

"Entendemos que o Nordeste brasileiro é uma região com um potencial econômico diferenciado e com um grande mercado consumidor emergindo a ser atendido", afirmou Brian Brisson, diretor do Departamento de Comércio dos Estados Unidos para a América Latina, em café da manhã promovido pela Amcham - Recife em parceria com o Consulado dos Estados Unidos no Recife. 

Nesse contexto, a realização de missões comerciais promete ser um dos principais incentivos ao aumento dos negócios bilaterais. "Focaremos nossas ações em visitas comerciais de representantes de empresas americanas, tendo como objetivo a realização de negócios com companhias locais. Além disso, nossos escritórios comerciais localizados em Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília atuarão como agentes de prospecção de oportunidades de negócios", revelou Brisson.

As exportações representam hoje 15% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. Os embarques de mercadorias para o exterior em 2009 somaram US$ 1,57 trilhão e a meta do governo americano é chegar a US$ 3,14 trilhão em 2015. "Para atingir esse valor, trabalharemos para crescer anualmente em torno de 15%", explicou o representante americano.

Presenças

O café da manhã promovido pela Amcham-Recife e pelo Consulado dos Estados Unidos no Recife contou ainda com a presença de Christopher Del Corso, cônsul dos EUA na cidade, e James Dudley, conselheiro econômico da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O encontro reuniu cerca de 50 executivos e empresários interessados no novo plano de exportações do governo americano.

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