Cooperação internacional na área de educação superior exige preparo e estrutura das universidades

por anne_durey — publicado 06/05/2013 11h29, última modificação 06/05/2013 11h29
Recife – A Aascu representa mais de 400 universidades dos Estados Unidos

Universidades interessadas em desenvolver parcerias de cooperação internacional precisam atentar para elementos que vão desde a estrutura interna até à maneira de prospectar parceiros. Arlene Jackson, diretora de Educação Internacional da American Association of State Colleges and Universities (Aascu) apresentou os caminhos para realizar estas parcerias.

“Queremos construir parcerias que perdurem ao longo dos anos e que beneficiem ambos os países participantes”, declarou Arlene durante o workshop da iniciativa Universidade Global, realizado pela Amcham-Recife na última quinta-feira (02/05).

A Aascu representa mais de 400 universidades dos EUA, e já esteve no Recife em 2012, quando participou de rodada de negócios com entidades locais de ensino.

Durante a oficina, Arlene mostrou as principais características das parcerias bilaterais desenvolvidas pelas instituições de ensino superior. Estiveram presentes 16 representantes entre coordenadores de Relações Internacionais e diretores das universidades pernambucanas.

Formando parcerias internacionais

Para as instituições interessadas em parcerias internacionais, Arlene indica a criação de uma força-tarefa interna. O grupo determinará quais países serão foco para busca de contatos, as áreas prioritárias, metas e cronogramas para o avanço da interação entre universidades.

A diretora da Aascu destaca a importância dos cronogramas e metas. “Muitas vezes as universidades fazem reuniões, acertam acordos de cooperação, mas não determinam prazos para as ações. Para construir parcerias duradouras é fundamental trabalhar neste ponto”, comentou.

Checar se a instituição de ensino possui um escritório destinado para acolher e apoiar estudantes e professores estrangeiros.

O tipo de projeto desenvolvido entre as duas instituições pode variar. Cursos de férias, intercâmbio de professores e alunos, desenvolvimento de pesquisas conjuntas, são algumas modalidades.

“As parcerias internacionais geralmente têm início com o intercâmbio de professores. Eles trarão novas experiências e contatos das universidades que os recebem e poderão dar início a outros projetos de cooperação”, Arlene.

Ela indica que os acordos estabelecidos sejam documentados de forma clara e objetiva. “A comunicação entre parceiros deve ser transparente e constante”, complementou.

Universidade Global 

A iniciativa Universidade Global teve início em agosto de 2012 quando a Amcham realizou um seminário sobre turismo educacional com a presença de representantes de oito instituições de ensino superior de Pernambuco. 

Em novembro, um coquetel recepcionou uma delegação de reitores e presidentes de instituições de ensino superior dos EUA, com participação de autoridades locais das áreas de educação e turismo. A programação do grupo contou com também com uma rodada de negócios, visitas universidades pernambucanas e ao pólo turístico da região.

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