Em expansão, economia americana tem atrativos para investidores brasileiros, diz cônsul

publicado 20/09/2013 16h04, última modificação 20/09/2013 16h04
São Paulo – Dennis Hankins participou da Reunião Especial de Comércio Exterior na Amcham
reuniao-especial-de-comercio-exterior-da-amcham-4564.html

A economia norte-americana tem atrativos para investidores brasileiros já estabelecidos e empreendedores, afirma o cônsul dos estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins. “Estamos num momento de transição econômica e esse movimento vem com uma mudança na economia de todos os estados”, afirma.

Ele participou da Reunião Especial de Comércio Exterior da Amcham – São Paulo quinta-feira (19/09), ao lado de Bruno Drummond e Michel de Amorim, sócios do Drummond CPA LCC, escritório que desenvolveu o guia Como Abrir Empresas nos Estados Unidos, em parceria com a Amcham (baixe o guia aqui).

A reunião trouxe, ainda, a apresentação sobre vistos dos Estados Unidos para trabalhadores brasileiros, realizada por Fernanda Braga, da consultoria Atene.

Mudança de cenário

Como exemplo da mudança na economia americana, Hankins cita o mercado de gás de xisto na Pensilvânia, que alterou as perspectivas dos EUA em relação ao mercado energético. “[O gás de xisto] Mudou a economia do estado e dos Estados Unidos. Em termos de energia. A Pensilvânia está mais importante que a Arábia Saudita, para o país”, comenta.

Estados menos ricos, como o Mississipi, também tiveram alterações importantes, com atração de novas atividades econômicas. O incremento se deu, inclusive, após a devastação pelo furacão Katrina, em 2005, “que quase destruiu a economia do estado”, diz o cônsul. “Todos os estados estão com o movimento de renovar e recriar suas economias”, acrescenta.

Para a economia americana, crescimentos de cerca de 2,5% do PIB têm um impacto muito grande, em cadeia, no seu país. “Nos Estados Unidos ficamos bem animados com esse índice, que no Brasil já não é muito interessante”, comenta, com humor. “A economia americana está claramente em crescimento”, pontua.

Para brasileiros

Os Estados Unidos têm, investidos, US$ 80 bilhões no Brasil, enquanto o movimento contrário é de US$ 14 milhões. Dennis Hankins afirma que setores em que o Brasil tem posição de liderança, como os de produção de energia e de alimentos, podem ser porta de entrada no mercado dos EUA.

“O Brasil vem criando novas tecnologias, isso mostra que o país tem condições de inovar em vários setores. E há jovens, com o empreendedorismo brasileiro, que querem abrir sua própria empresa. No mercado global, o investidor tem de pensar onde pode ter mais lucro, e essas oportunidades estão crescendo nos EUA também”, observa.

A maior economia do mundo, com 300 milhões de consumidores com capacidade de comprar é o primeiro atrativo do mercado americano, segundo Hankins. Mas o país ainda tem aspectos como o sistema de educação com melhores índices mundiais, o que facilita pesquisa e desenvolvimento.

“E ainda tem tradição do americano de mudar de cidade o tempo todo, para trabalhar. O americano muda de cidade, em média, seis vezes ao longo da vida. É uma tendência que proporciona achar novos talentos”, avalia.

registrado em: ,