Flexibilização do Mercosul é boa para empresas, mostra pesquisa da Amcham

publicado 29/08/2013 16h09, última modificação 29/08/2013 16h09
São Paulo – Sondagem foi realizada durante seminário Acordos Internacionais de Comércio e Investimentos
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Acordos comerciais como estratégia de crescimento para o país é uma unanimidade entre empresários, mostra pesquisa realizada pela Amcham durante o Seminário Acordos Comerciais, em São Paulo, quinta-feira (29/08). A sondagem revela ainda que o setor produtivo pede a flexibilização do Mercosul para ampliar os acordos com outros blocos e países.

O seminário reuniu CNI, Fiesp, embaixada da Tailândia, consulados do México, Canadá e Peru, além da própria Amcham.

Links para apresentação dos representantes da CNIFiespMéxicoPeru e Tailândia 

Oitenta empresários responderam à pesquisa, cujas respostas foram conhecidas instantaneamente. À primeira pergunta, se o Brasil teria maior inserção no comércio internacional se ampliasse os acordos comerciais e de investimentos, 100% responderam que sim.

Entre os votantes, 92% afirmaram que suas empresas seriam beneficiadas por meio de novos acordos internacionais. O restante se dividiu entre os que disseram que não teriam impacto e os que apontaram não saber.

Para 87%, o Mercosul deveria ser flexibilizado, possibilitando ao Brasil expandir a rede de acordos independentemente do bloco sul-americano. Outros 9% acreditam que o bloco poderia ser ampliado por meio da atração de novos membros, enquanto 2% disseram não saber e 1% afirmou que o bloco poderia ser mantido como está.

Parceiros comerciais

A sondagem procurou identificar, entre o público, com quais países ou blocos os acordos comerciais seriam mais vantajosos para suas empresas. Estados Unidos foi o país apontado por 37%, seguido de União Europeia (24%), China (17%) e Aliança do Pacífico (15%)

Entre os votantes, 24% afirmam que o setor prioritário para acordos comerciais é o de máquinas e equipamentos. O setor de TI é o indicado para 17%, à frente de energia (15%), agropecuário (13%) e outros serviços (12%).

Um quarto do público votante excluiria o setor têxtil e de vestuário dos acordos comerciais. Agronegócios ficariam fora para 10%, assim como o setor químico (10%). Energia e mineração receberam 8% dos votos. Outros serviços ficaram com 23%.

 

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