Empresas brasileiras nos Estados Unidos exportam quase seis bilhões de dólares, diz cônsul

publicado 06/12/2016 16h05, última modificação 06/12/2016 16h05
São Paulo – Ricardo Zuniga afirma que EUA são uma “base operacional” para novos mercados
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“O Brasil é a maior fonte de investimentos da América do Sul nos EUA. As subsidiárias de empresas brasileiras fazem negócios em meu país e de lá também exportam 5,6 bilhões de dólares em produtos e serviços a outros países”. A afirmação de Ricardo Zuniga, cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, demonstra a importância dos investimentos brasileiros nos Estados Unidos e da relação bilateral. “O ponto essencial é que somos uma base operacional para as empresas brasileiras exportarem, assim como as empresas americanas fazem o mesmo no Brasil”, acrescenta, na conferência SelectUSA Brasil, realizada na Amcham – São Paulo na terça-feira (6/12).

O SelectUSA, é uma iniciativa do governo americano para promover a atração de investimentos estrangeiros nos Estados Unidos. Nesta edição reuniu cerca de duzentos empresários brasileiros. Entre os painelistas, estavam David Campbell, diretor adjunto do SelectUSA, Juarez Leal, coordenador de internacionalização da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Pedro Drummond, sócio da Drummond Advisors, e representantes comerciais dos estados americanos de Connecticut, Flórida, Georgia, Maryland e Minnesotta.

As trocas comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil são importantes para os dois países e vão continuar sendo, segundo Zuniga. Ele destaca que seu país é o destino de mais de 12% das exportações de manufaturados brasileiros e lembra que um número “recorde” de empresas brasileiras se estabeleceram nos Estados Unidos. “Entre 2011 e 2015, o investimento direto brasileiro cresceu 89%, o que é um número impressionante. Hoje se pode encontrar lojas das Havaianas em Las Vegas, Los Angeles, Miami e Nova York, assim como a rede Giraffa’s”, exemplifica.

Para David Campbell, diretor adjunto do SelectUSA, os Estados Unidos são um país aberto a negócios e que o Brasil continua sendo um parceiro tradicional. “Essa relação não vai mudar. Estamos aqui para ajudar os investidores brasileiros a fazer negócios em nosso país”, afirma.

Leal, da Apex, reforça o acesso privilegiado que os Estados Unidos oferecem aos empreendedores. Isso inclui mercados consumidores, novas tecnologias e financiamento via mercado de capitais. A internacionalização é uma forma de as empresas se “retroalimentarem com ideias novas”, segundo Drummond. “O mercado americano é muito grande. Para ter sucesso lá, é preciso trabalhar a questão de negócios, mas também gestão, inovação e cumprimento de regras”, afirma.

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