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Entenda o andamento das eleições legislativas de 2021 da Argentina

publicado 11/11/2021 14h57, última modificação 11/11/2021 14h57
Segunda edição do relatório “Eleições Latam 2021” fala sobre o país vizinho do Brasil, analisando cenários e contexto políticos
Entenda o andamento das eleições legislativas da Argentina de 2021

O ano de 2021 tem sido marcado por um intenso processo de eleições para renovação dos Poderes Executivo e Legislativo de diversos países da América Latina. O acompanhamento desses pleitos é fundamental às empresas que operam na região para que tenham um melhor entendimento sobre os desdobramentos das políticas locais e seus reflexos nas economias. 

A partir dessa percepção, lançamos o 2º relatório da série Eleições Latam 2021, em parceria com a Prospectiva Consultoria, com o objetivo de abordar a dinâmica das eleições primárias para o Congresso da Nação Argentina, conhecidas como “PASO – Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias”.

Realizadas no dia 12 de setembro, as eleições primárias na Argentina confirmaram quais partidos e candidatos participarão das eleições gerais do próximo dia 14 de novembro, que renovarão metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado do país.

O resultado do PASO impôs uma dura derrota ao presidente Alberto Fernández (2019-2023) e à vice-presidente Cristina Kirchner. A coalizão governista “Frente de Todos” perdeu em 18 dos 24 distritos eleitorais argentinos. Ainda assim, entre as eleições primárias e gerais, o governo teve tempo hábil para tentar reverter a situação, como já ocorreu em momentos anteriores na história das eleições argentinas.

A crítica situação econômica do país vizinho é um dos fatores que explica o baixo desempenho da base governista. A inflação se mantém como um problema crônico e não há expectativa de normalização. Somado a isso, a população ainda sofre com altos níveis de pobreza e desemprego.   

OS LADOS

Disputando cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado argentino estão duas coalizões: a Frente de Todos e a Juntos. A Frente de Todos representa a base governista, formada por representantes de setores populares, que tem a justiça social e a independência econômica como bandeira. Reúne alas de identificação Peronista e kirchnerista, cujos partidos estiveram à frente do Executivo na Argentina entre 2007 e 2015.

Já a coalizão Juntos representa a oposição, formada por setores da classe média e média alta, com ideologia de centro-direita e pró-mercado. Ela é composta por duas forças principais: o partido da Proposta Republicana (PRO), que é forte principalmente nos centros urbanos, e o Partido Radical, com estrutura tradicional em todo o país. Esta coalizão governou a Argentina entre 2015 e 2019, chefiada pelo ex-presidente Mauricio Macri.

DETALHES E ANÁLISES

O relatório que analisa as eleições legislativas argentinas pode ser baixado clicando aqui. Nele, contamos com análises mais detalhadas e diversos capítulos que explicam o contexto político e econômico do país e o que está em jogo neste momento.

A série já conta com um primeiro documento com os mesmos tópicos a respeito do pleito no México e ainda contemplará edições futuras com os resultados das eleições gerais na Argentina e as eleições no Chile. O primeiro relatório sobre o México está disponível clicando aqui