Estado de SP e prefeitura de Campinas buscam investidores em missão nos EUA

publicado 21/11/2013 14h08, última modificação 21/11/2013 14h08
São Paulo – Palestrantes levaram conteúdo técnico e específico para explicar o Brasil a investidores
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A Investe SP e a prefeitura de Campinas apresentaram os diferenciais de seus pólos tecnológicos a investidores americanos durante missão organizada pela Amcham, em outubro, nos Estados Unidos. A agência paulista a equipe de prospecção de investimentos daquele município integraram a comitiva que mostrou as oportunidades em TI e inovação no mercado brasileiro.

O grupo se reuniu com empresários em Washington, São Francisco e Austin, na última semana de outubro.

Luciano Almeida, presidente da Investe SP, diz que sua participação foi estratégica, uma vez que os Estados Unidos são os que mais destinam investimento direto em outros países.

Pólos

“Foi uma excelente oportunidade para promovermos o Estado de São Paulo como destino principal da América Latina para investimentos e negócios, principalmente nos setores de tecnologia e petróleo e gás”, declara.

O governo de Campinas foi com a mesma intenção, traçada pela diretora de cooperação internacional da prefeitura, Beatriz Gusmão, que iniciou os contatos com a Amcham para a missão.

Mariana Savedra Pfitzner, diretora de Desenvolvimento Econômico do município, integrou o grupo. Ela enfatizou aos empresários americanos o perfil da cidade, que concentra 15% da produção científica nacional, além de 16 instituições de ensino superior e 50 centros de pesquisa.

“Foi um grande investimento para a cidade. Apresentamos os benefícios fiscais e não fiscais para potenciais investidores e startups e, certamente, a missão ajudará Campinas na atração de multinacionais intensivas em tecnologia”, avalia.

Conteúdo

Nos encontros, surgiram possibilidades efetivas de negócios, por parte de empresas americanas que já participam do Foreign Partnership, programa da Amcham de auxílio às organizações estrangeiras que desejam atuar no Brasil. O que permitiu esse contato foi o conteúdo de alto nível que os palestrantes levaram à seleta plateia, afirma Camila Moura, gerente de Comércio Exterior da Amcham.

“Falta, aos estrangeiros, conhecimento sobre o mercado brasileiro. Levamos um conteúdo objetivo e detalhado sobre como fazer negócios no Brasil, como as regulamentações da área, o ambiente de branding e outros aspectos”, comenta.

Destaques

O escritório RPSN Sociedade de Advogados foi responsável por mostrar aos americanos as regras para fusões e aquisições (mergers and acquisitions) no Brasil, uma vez que muitos investimentos desembarcam no país por meio de compras totais ou parciais de organizações, joint ventures e associações estratégicas.

É deles o conteúdo do guia How To Perform an M&A in Brazil, publicado pela Amcham para investidores estrangeiros.

“A presença do público qualificado nos encontros valorizou as apresentações e permitiu um grande intercâmbio de informações e networking”, relata a advogada Silvia Rodrigues Pachikoski, que realizou as palestras pelo RPSN.

Leis de TI

Já os especialistas do Pinhão & Koiffman abordaram as leis nacionais que regem o setor de TI e Telecomunicações, considerado o 5º maior do mundo, em faturamento. O escritório desenvolveu o guia How To Do Understand IT Law in Brazil.

Segundo o advogado Hélio Ferreira Moraes, esse tema é desafiador para quem pretende fazer negócios no Brasil.

“Foi excepcional transmitir esse conhecimento para duas das cidades que mais lidam com desenvolvimento de tecnologia: São Francisco, no Vale do Silício, e Austin, que se tornou o ‘Silicon Hills’, reforçando seu potencial de inovação e empreendedorismo”, complementa Nelson Koiffman.

O Brasil e as marcas

A ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), que desenvolveu o How To Do Branding in Brazil, abordou o ambiente nacional de branding. Os comentários que a professora Suzane Strehlau ouviu dos americanos, durante as palestras, mostram surpresa diante da importância que o brasileiro dá às marcas, principalmente às de internet e às inovadoras.

“Eles não tinham a dimensão da relação do brasileiro com as marcas, especialmente com as brasileiras. Não sabiam da cultura de brand que o brasileiro possui”, esclarece.

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