Exportações brasileiras podem ser afetadas por dificuldades nos mercados desenvolvidos

por andre_inohara — publicado 05/09/2011 12h11, última modificação 05/09/2011 12h11
Brasília – Perspectiva de fraco crescimento econômico tende a encolher comércio mundial
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O governo brasileiro está monitorando a situação econômica dos países desenvolvidos e a China, que são os principais mercados para os produtos brasileiros.

Segundo Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a perspectiva de retração dessas economias tende a afetar não só as exportações brasileiras mas também a indústria nacional, que pode sofrer com a vinda de produtos mais baratos do exterior.

Leia a entrevista da secretária, concedida na quarta-feira (31/08) em Brasília após o evento How to Do Business in Brazil e organizado pela Amcham.

Amcham: Como a perspectiva de crescimento econômico modesto do mundo desenvolvido pode afetar o fluxo de comércio internacional?
Tatiana Prazeres:
Acompanhamos com muita atenção os desdobramentos da situação econômica desses países. Estamos preocupados com o crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia, e os reflexos para a China. Também monitoramos, naturalmente, o impacto da redução do crescimento chinês sobre as exportações brasileiras. Além disso, temos que atentar para um cenário de acirramento da concorrência que o Brasil poderá enfrentar tanto no mercado internacional como o doméstico. 

Amcham: Que impactos uma eventual restrição do comércio mundial traria para o mercado doméstico?
Tatiana Prazeres:
Com crescimento mundial mais baixo, a tendência é que a chegada de produtos que não encontram mais espaço nos mercados tradicionais se intensifique em mercados com crescimentos acentuados como o Brasil. No panorama externo, será da mesma maneira. As exportações brasileiras podem sentir o impacto do aumento da concorrência.

Amcham: O que o governo está fazendo para diversificar a pauta de exportações?
Tatiana Prazeres:
O Brasil tem um comércio exterior relativamente bem distribuído no mundo. A ideia é seguir buscando novos mercados. Em relação aos produtos, temos nos esforçado para melhorar o processo de agregação de valor no Brasil. Por isso, passamos a exportar mais bens manufaturados e semi-manufaturados.

Amcham: Como melhorar a competitividade dos manufaturados brasileiros?
Tatiana Prazeres:
O plano Brasil Maior é um passo nessa direção, pois um dos pilares é o investimento em inovação. Isso se reflete em aumento de competitividade. Em comércio exterior, as diretrizes contidas no plano buscam promover os produtos brasileiros por meio de desoneração tributária, promoção comercial, aumento e garantia de exportações.

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