Governador da Georgia destaca vantagens do estado para estabelecer empresas nos EUA

publicado 18/06/2015 09h49, última modificação 18/06/2015 09h49
São Paulo – Dirigentes das empresas brasileiras JBS e Stefanini comentam por que mantêm operações no local, líder do ranking de ambiente de negócios
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A Georgia quer atrair empresários brasileiros e o governador Nathan Deal é direto ao dizer por que o estado é um bom destino para tanto: “é o melhor estado para fazer negócios nos Estados Unidos”, diz, citando o último ranking da CNBC, rede americana de TV especializada em business. O levantamento avalia os 50 estados americanos em quesitos como custos, economia, infraestrutura, mão-de-obra, tecnologia e inovação, qualidade de vida e educação, entre outros.

Deal almoçou com investidores brasileiros no Doing Business With Georgia, evento realizado na Amcham – São Paulo, quarta-feira (17/06). Na ocasião, a câmara lançou nova edição do guia Georgia Highlights, que apresenta o estado do sudeste dos EUA aos brasileiros. O título faz parte da série How To Do Business And Invest in the U.S., que explica como atuar no mercado americano. Todos os guias estão disponíveis para download na página www.amcham.com.br/howto.

A Georgia concentra sedes de empresas globais como Coca-Cola, Delta Airlines, CNN, Home Depot e AT&T. E possui o segundo maior centro logístico e de distribuição dos EUA, com infraestrutura de todos os modais. O aeroporto de Atlanta, por exemplo, é o mais movimentado do mundo, com 260 mil passageiros por dia.

Há oportunidades de negócios em setores diversos, como agronegócios, energia, TI e construção. Atualmente, 40 empresas brasileiras operam no estado. “O Brasil é o sexto maior mercado de exportações da Georgia e a terceira nação a nos enviar mais turistas”, comenta, sobre as conexões entre o país e o estado.

Brasileiros na Georgia

As gigantes JBS e Stefanini, dos setores de alimentos e de TI, respectivamente, são duas brasileiras de destaque no mercado da Georgia.

A primeira gera 8 mil empregos diretos e 20 mil indiretos no estado, referência na produção de carne, principalmente de frango. “Para nós, o mais importante no estado são os produtores integrados com quem trabalhamos”, comenta Jerry O’Callaghan, diretor de Relações com Investidores da JBS, que participou do evento na Amcham.

“Mas a logística também é muito importante para nosso negócio. Há um sistema ferroviário fundamental e eficiente para trazer grãos e ração do centro-oeste. No escoamento da produção, contamos com uma excelente infraestrutura rodoviária”, acrescenta o executivo.

A presença de empresas da cadeia global levou a Stefanini ao estado americano, conta Ailtom Nascimento, vice-presidente de Negócios Globais da companhia, que opera desde 2001 nos EUA e há dez anos na Georgia. Nascimento também apresentou o case da Stefanini na Georgia, durante o encontro.

De acordo com o vice-presidente, o ambiente de negócios favoreceu a empreitada. “Nós expandimos pelo modelo greenfield, então buscávamos clientes para expandir operações rapidamente em outras regiões. O segundo estado em que entramos foi a Georgia, buscando portas através de clientes que já tínhamos em outras regiões”, relata Nascimento.

 

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