Hong Kong é um dos principais centros financeiros da Ásia e oferece boas oportunidades de negócios a companhias brasileiras

por marcel_gugoni — publicado 18/04/2012 17h41, última modificação 18/04/2012 17h41
São Paulo – Diretor de empresa de fomento de investimentos mostra que plataforma de comércio com a China é maior atrativo local.
charlesng195.jpg

Uma ilha de pouco mais de 1,1 mil km², a região administrativa de Hong Kong, subordinada politicamente ao governo chinês mas financeiramente independente, é considerado uma das mais desenvolvidas economias do mundo devido à sua avançada indústria financeira e sua proximidade com a segunda maior economia do mundo.

“É a melhor porta de entrada para a China”, afirma Charles Ng, diretor associado geral da InvestHK.

Veja também: Educação é principal motor de uma economia forte, afirma governador do Missouri

O representante da empresa de fomento de investimentos estrangeiros esteve nesta terça-feira (17/04) na Amcham-São Paulo para falar das oportunidades e da facilidade de realizar negócios em Hong Kong, uma região administrativa especial da China com total autonomia tributária, legislativa e social.

“Temos uma legislação transparente e compreensível pelo mundo, que abraça a segurança jurídica, e somos um caminho para experimentar e conectar-se com o mercado chinês, vendendo ou comprando produtos para a segunda maior economia do planeta por meio do nosso sistema de livre-comércio”, diz. “Temos muito a oferecer para todas as companhias do mundo que querem chegar à China.”

Veja também: Agricultura é maior oportunidade para negócios entre Brasil e Georgia, afirma vice-governador do Estado americano

Não sem motivo, Hong Kong é escolhida como base de multinacionais ocidentais que pretendem chegar ao gigante asiático. Estima-se que mais de 3.600 empresas operem na Ásia a partir da ilha. “Aparecemos sempre perto do topo entre os ambientes mais competitivos do mundo”, afirma Ng.

“Por conta dessas características de comércio, Hong Kong tem vantagens competitivas que nenhuma outra cidade asiática tem: há perspectivas de grandes oportunidades graças a aspectos como facilidade de negócios, proteção da propriedade intelectual, transparência de informações e conversibilidade de moedas com o dólar de Hong Kong, que é bastante estável.”

Hub de negócios

Ng diz que, além da base forte de serviços, o comércio via Hong Kong facilita a venda e a compra de qualquer coisa da China, por qualquer empresa, seja na área de commodities, alimentos e outros produtos agrícolas. “Representamos uma importante plataforma de negócios, que ainda é atrativa devido à sua política de baixos impostos.”

Veja aqui quais são as vantagens de ser sócio da Amcham

“Sabemos que a China tem um enorme apetite por qualquer commodity, de minério de ferro a soja, e as empresas brasileiras podem usar Hong Kong para vender esses bens para a lá”, analisa. “E como a China é a fábrica do mundo, qualquer produto que os consumidores brasileiros queiram das empresas chinesas pode ser comercializado via Hong Kong.”

A ilha está a menos de 5 horas de voo de Nova Délhi (Índia), menos de 4 horas de Tóquio (Japão) e menos de 3h de Pequim (China). “As empresas podem usar Hong Kong como base de distribuição de seus produtos não só para a China, mas para toda a Ásia”, completou.

 “Ver para crer”

A facilidade de negócios em Hong Kong não se limita somente ao bom ambiente de competitividade e investimentos. Segundo Ng, o inglês é língua oficial, assim como o mandarim, e não há exigência de vistos para entrar – diferentemente da China. “É possível operar completamente em inglês. O governo estende o tapete vermelho aos visitantes ao não exigir vistos dos estrangeiros, estejam eles em Hong Kong para viver, trabalhar, estudar ou viajar.”

Quer participar dos eventos da Amcham? Saiba como se associar aqui

“Uma das coisas que costumo dizer aos estrangeiros é ‘vão ver para crer’. É difícil visualizar as oportunidades sem ir para lá. Então, convido cada um a visitar e ver de perto como os negócios em Hong Kong funcionam.”

Segundo dados do governo brasileiro, os negócios do Brasil com Hong Kong movimentaram em torno de US$ 3,4 bilhões em 2010. O País é o 23º da lista de parceiros da ilha. Com a China, essa balança fechou na casa dos US$ 30,8 bilhões no mesmo ano.

Conforme Ng, o objetivo da InvestHK é fazer o Brasil subir na lista. Ele não deu uma previsão de onde o Brasil pode chegar, mas ressaltou que “Hong Kong tem mais a aprender com o Brasil do que a ensinar”. “O Brasil é um país lindo e que tem muito a oferecer em várias áreas. Criando uma aliança com o Brasil, é possível gerar sinergias que permitam uma situação de ganha-ganha para todos.”

registrado em: