Internacionalizar para um único mercado pode ser boa estratégia para PMEs, apesar de altos custos

por marcel_gugoni — publicado 01/03/2012 17h19, última modificação 01/03/2012 17h19
Curitiba – Conhecer o novo mercado e ter um planejamento de preços detalhado são alguns dos passos necessários para uma internacionalização acertada.
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Os investimentos necessários para internacionalização de empresas são altos, em especial para pequenas e médias empresas (PMEs). A solução mais adequada para quem tem esse porte e necessita ou quer se internacionalizar é focar no mercado mais adequado e receptivo ao produto. De acordo com Eros Alexandre Jantsch, diretor de Hardware e Soluções Fiscais e Varejo da Bematech, o processo de internacionalização, se realizado com planejamento e estudo do mercado, representa também uma estratégia de crescimento para as organizações.

“Muitas vezes, mesmo quando a companhia é pequena, ela já esgotou sua capacidade de crescimento dentro do país e não tem alternativa a não ser a internacionalização”, afirmou Jantsch no comitê de Comércio Exterior realizado da Amcham-Curitiba nesta terça-feira (28/02). “É preciso estar preparado para o momento em que atuar fora do país torna-se uma obrigação.”

Segundo o palestrante, a internacionalização pode resultar num incremento do processo de inovação para a companhia, além de representar uma oportunidade para novas aquisições.

Novos desafios

Para Jantsch, se uma empresa de pequeno médio porte necessita explorar o cenário internacional e foca em um mercado com boa aderência ao produto, consegue dar uma boa arrancada em vendas com custos relativamente baixos. “A Bematech iniciou o processo de internacionalização em mercados parecidos com o brasileiro, como a América Latina, que apresentam uma demanda pelos nossos serviços”.

O palestrante indicou a avaliação de preços, especificações e tamanho de mercado livre como pontos essenciais para definir o sucesso de uma estratégia.

A manutenção de uma boa administração e a comunicação são outros grandes desafios para as empresas que desejam abrir filias em outros países, afirma o diretor da empresa de tecnologia.

Além da qualificação dos profissionais das novas filiais, é preciso que os responsáveis pela internacionalização possuam ótimo conhecimento sobre a empresa. Mais uma característica necessária durante esse processo é a capacidade de adaptação a diferentes culturas corporativas.

Mercados internacionais

Conforme o palestrante, a tendência é que um número cada vez maior de empresas brasileiras internacionalize suas marcas como forma de ganhar mais competitividade diante das empresas multinacionais que chegam ao País.

Entre os mercados mais atrativos para os investimentos, ele destaca o potencial da América Latina e da Ásia. “Dependendo do produto, a Ásia apresenta mercados com facilidade de competição, enquanto a América Latina está no foco do mundo.”

Em relação à instabilidade econômica do cenário internacional, Jantsch destacou a recuperação além das expectativas do mercado americano, “mas a Europa hoje acaba sendo uma segunda opção”. Ele reforçou a necessidade de avaliação do mercado caso a caso e diz que não dá para descartar nada: “muitas vezes, um estudo sobre preços e mercado disponível pode demonstrar que um país na África é o mais vantajoso para aquela empresa.”

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