Michigan, estado berço da indústria automobilística dos EUA, quer atrair empresas brasileiras

por andre_inohara — publicado 16/05/2013 11h10, última modificação 16/05/2013 11h10
São Paulo – Estado americano vai abrir um escritório de representação em São Paulo para reunir investidores
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O Estado americano de Michigan, conhecido pela sua indústria automobilística, quer elevar sua competitividade internacional com a ajuda de empresas brasileiras. O vice-governador de Michigan, Brian Calley, está visitando o Brasil em busca de investimentos privados locais à sua região.

Calley disse que o aumento da integração produtiva entre as Américas do Norte e do Sul é benéfico aos dois continentes, especialmente em indústrias de alto valor agregado. “Precisamos de parcerias em todas as regiões importantes do mundo, e uma cadeia de suprimentos que chega à América do Norte via América do Sul, referente às indústrias automobilística e aeroespacial, tornará nossos continentes mais fortes.”

A indústria automobilística é a mais desenvolvida, mas há oportunidades de investimento em vários setores. “Além de veículos, temos grandes indústrias químicas, aeroespaciais, alimentos e serviços financeiros”, declarou, durante o encontro de negócios Doing Business with Michigan, realizada na quarta-feira (15/05) pela Amcham-São Paulo em parceria com a Michigan Economic Development Corporation (MEDC), agência de desenvolvimento econômico do Estado.

Na ocasião, Calley participou do lançamento da edição impressa do Michigan Highlights, guia de negócios contendo informações econômicas a respeito do estado, e voltado a investidores. O Michigan Highlights integra a série States Highlights da Amcham, e foi feito em parceria com a  MEDC.

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Michigan possui uma série de vantagens operacionais e fiscais para despertar o interesse dos investidores. A economia do Estado é diversificada, a qualidade educacional da população é alta e a posição geográfica permite acesso rápido a mercados dinâmicos do Canadá e o meio-oeste dos EUA. Os incentivos fiscais também são consideráveis. “Reduzimos em 86% o valor dos impostos”, de acordo com Calley.

Para facilitar o contato entre Michigan e os investidores brasileiros, Calley disse que seu Estado vai abrir uma representação comercial em São Paulo. “Seremos mais bem sucedidos se formos parceiros, e não concorrentes”, observa ele.

Com o slogan ‘Pure Michigan’, o MEDC visa fomentar as relações bilaterais entre as empresas, com foco principal em São Paulo.

“Tem empresas importantes de Michigan aqui, como a General Motors, mas a Gerdau está lá também. É uma mão de duas vias, seria uma oportunidade das empresas de Michigan fornecerem a tecnologia que eles têm e que o Brasil precisa para adicionar valor às nossas exportações, e conseguir atingir os EUA com essas mesmas exportações”, disse Cláudia Tomaselli, diretora do MEDC no Brasil.

O escritório pretende reunir periodicamente os potenciais investidores. “A ideia é fazer essas atividades anualmente”, afirma ela.

GM cresceu com mão de obra capacitada

Fundada em 1908 em Detroit, a fabricante de carros General Motors (GM) chegou ao Brasil em 1925. Quase 90 anos depois, a operação brasileira é a maior da América Latina.

As boas universidades em Michigan permitiram desde cedo que a GM contasse com mão de obra qualificada, segundo William Bertagni, vice-presidente de Engenharia de Produtos para a América Latina da GM.

“Michigan tem uma força de trabalho muito preparada, composta por engenheiros e outros profissionais. E há fonte de treinamento continuado nas universidades”, destaca Bertagni.

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Ciência Sem Fronteiras em Michigan

Em Michigan, a bióloga Daniella Vilela concluiu seu doutorado pela Michigan State University. A escolha pela universidade foi influenciada pelos amigos que estudaram lá, conta a acadêmica.

"Michigan oferece grande oportunidade para os brasileiros, por causa da recepção e do nível excelente de ensino. O povo é muito receptivo para projetos que vêm do Brasil", comenta ela.

A estudante foi uma das bolsistas do programa Ciência Sem Fronteiras. A Amcham apoia o programa, convidando empresas com operações no exterior a contratar estudantes bolsistas para que eles complementem sua experiência acadêmica com atuação prática.

Para viabilizar essa atuação, a entidade assinou acordos com o CNPq e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para a divulgação das vagas.

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