Ministério da Fazenda explica mecanismos de financiamento e seguro para exportação

publicado 21/10/2014 16h16, última modificação 21/10/2014 16h16
São Paulo – Linhas contemplam também PME, diz embaixador Carlos Cozendey
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O Ministério da Fazenda tem desenvolvido linhas de financiamento e seguro para exportações de empresas de todos os portes, afirma o embaixador Carlos Cozendey, secretário de Assuntos Internacionais da pasta. Ele esteve na Amcham – São Paulo para explicar esses mecanismos no comitê aberto de Comércio Exterior, quinta-feira (16/10).

Também participaram do comitê Carlos Frederico Braz de Souza, chefe do departamento de Comércio Exterior do BNDES, e Lucia Helena Souza, consultora da Barral M. Jorge Consultores Associados.

“Estamos sempre atualizando os mecanismos, cada vez que identificamos um problema específico que dificulte a exportação”, diz Cozendey.

Ele destaca o financiamento Proex, voltado a pequenas e médias empresas, e o Proex Equalização, com subsídio às taxas de juros para que o exportador tenha as condições vigentes no mercado internacional. Há ainda o seguro de crédito, que ajuda o exportador a conseguir financiamento mais barato.

Tais mecanismos, cita o embaixador, são complementares ao mercado. “Há seguradoras que fazem seguro de crédito, mas atuamos na área em que elas não têm apetite para entrar”, comenta.

No BNDES, o financiamento abrange tanto a fase de pré-embarque (capital de giro à produção para exportação) quanto a de pós-embarque (comercialização), diz Carlos Frederico Braz de Souza. Um dos mecanismos, chamado Exim, possui uma rede de 48 bancos parceiros na América Latina e África, por exemplo, para auxiliar a entrada de bens de capital brasileiros nesses países.

“A ideia é que os exportadores de um lado e os bancos, de outro, alavanquem os negócios e o importador tenha acesso à linha já aprovada pelo BNDES”, explica.

A consultora Lúcia Helena Souza avalia que os programas oficiais são bons, mas faz ressalvas quanto à política geral de apoio às exportações. Para ela, pontos como a restrição orçamentária e a falta de flexibilização para garantia de micro e pequenas empresas ainda são falhos.

“Esses programas têm força para combater o impacto negativo na competitividade brasileira, que é um problema complexo. Mas é preciso ter vontade política, com uma política de comércio exterior de longo prazo, sem tirar recursos”, adverte.

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