Para Banco do Brasil, negociar na América do Sul exige conhecimento e respeito às diferenças culturais

publicado 19/07/2013 11h58, última modificação 19/07/2013 11h58
Brasília – Colombianos são parecidos com brasileiros, chilenos são objetivos e os argentinos, mais emotivos
america-do-sul-8225.html

Há boas oportunidades de negócios na América do Sul, e a chave para se concretizar parcerias é conhecer e respeitar os costumes locais. “Salvo a Colômbia, as diferenças culturais com o Brasil são grandes”, disse Valmir Cirilo dos Santos, representante de negócios do Banco do Brasil no Peru.

Santos esteve no comitê de Comércio Exterior e Logística da Amcham-Brasília na terça-feira (16/7), e comentou algumas de suas experiências profissionais no continente. Em países como Colombia, Chile e Peru, as características são diferentes.

Na Colômbia, a cultura negocial é semelhante à brasileira, o que torna o clima mais familiar aos brasileiros. A abordagem comercial no Chile, por exemplo, é mais ao estilo americano: direta e formal. Os peruanos, por sua vez, são fortemente influenciados pela cultura oriental, com as conversações também se pautando pela formalidade, comenta Santos.

Para a condução de um relacionamento empresarial produtivo na Argentina, maior parceiro comercial na região, é preciso levar em conta a emotividade dos habitantes locais. “Eles são mais emotivos e também dão importância a temas acessórios em uma negociação”, comenta Santos.

Na região, o BB possui operações comerciais próprias na Argentina (Banco Patagônia), Bolívia, Chile e Paraguai. Também possui escritórios de representação no Peru, Uruguai e Venezuela. “Há muita receptividade aos brasileiros na Bolívia, que tem comprado muita coisa daqui”, comenta Santos.

Pontos positivos e negativos

Alguns pontos de afinidade abrem portas para os empresários brasileiros. “O Brasil tem boa imagem e é respeitado”, destaca Santos. Outros aspectos favoráveis apontados pelo executivo são os grandes projetos de investimento em infraestrutura, crescimento do comércio exterior e a internacionalização das empresas brasileiras.

Os aspectos negativos ficam por conta das diferenças de língua e cultura em relação ao Brasil, a falta de integração do bloco comercial liderado pelo Brasil (o Mercosul) e a falta de contatos mais estritos com alguns países da região.

Apesar das peculiaridades, Santos descreve alguns pontos que são comuns na região, como o respeito ao que foi acordado, o inglês como língua oficial de negócios e a burocracia presente. “Além disso, os padrões de qualidade e entrega são distintos”, destaca o executivo.

registrado em: