Pequenas empresas podem e devem investir em exportação, recomenda especialista

publicado 25/11/2015 14h53, última modificação 25/11/2015 14h53
Recife - Na Amcham, diretor do Cedepe Business School deu dicas para PME's se inserirem no mercado externo
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Com o dólar alto e o mercado interno desaquecido, as exportações têm sido uma espécie de salvação para várias empresas brasileiras. Embora se associem frequentemente exportações a grandes companhias, pequenos e médios negócios também podem atuar no mercado externo – e, quando não o fazem, é mais por falta de conhecimentos sobre a área do que por falta de estrutura. Essa é a visão do diretor geral do CEDEPE Business School, Caio Pepe, que palestrou, na noite do último dia 18/11, no Comitê de Comércio Exterior da Amcham Recife, trazendo o tema “Oportunidades do mercado de exportação atual”.

De acordo com Pepe, é um erro acreditar que exportações não são vantajosas para pequenos negócios em razão dos altos custos envolvidos. “A primeira exportação dificilmente é lucrativa, independente do tamanho do negócio”, diz. Para o especialista, é preciso haver todo um processo de planejamento e capacitação do negócio a longo prazo para que as vendas ao exterior se tornem uma atividade rentável. “Há necessidade de um modelo de gestão desenhado para exportação e uma equipe qualificada para que os resultados comecem a aparecer.”

Segundo o especialista, o processo de preparação para exportação deve seguir etapas ordenadas e o empreendedor deve estar ciente de aspectos como o país para o qual deseja exportar, o público alvo, o preço do produto nesse mercado externo e quem são os grandes distribuidores.

Em relação aos custos com transporte, o diretor da Cedepe comenta que há várias alternativas logísticas que atendem muito bem aos pequenos empreendimentos. “Em alguns casos, a via aérea pode ser uma boa opção, além do que os Correios contam com inúmeros programas que são de grande utilidade a esse fim.”

Pepe acrescenta ainda que adotar um planejamento e um modelo de gestão voltado ao comércio exterior será fundamental para que as empresas construam negócios sólidos que, portanto, se manterão lucrativos mesmo no caso de uma futura desvalorização do câmbio.


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