Pernambuco diversifica setores econômicos para atrair mais investidores

por andre_inohara — publicado 26/11/2012 12h19, última modificação 26/11/2012 12h19
Brasília - Estado quer desenvolver polos nos segmentos naval, fármaco-químico, automobilístico e de petróleo e gás.
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Pernambuco está profissionalizando sua estrutura de promoção comercial para potencializar o desenvolvimento de polos econômicos no Estado.

“Temos o programa Suape Global, que discute a criação de um polo provedor de produtos e serviços do segmento naval, offshore e de petróleo e gás. Outro segmento em que estamos investindo fortemente é o fármaco-químico”, disse Alberto Galvão, vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Além dessas áreas, o Estado também busca atrair parceiros para o setor automobilístico e de alimentos. “Estamos investindo em vários segmentos e isso está dando resultados.”

Galvão foi um dos participantes do evento de lançamento de novos títulos da série How to Do Business and Invest in Brazil da Amcham, em Brasília, no dia 08/11.

Leia mais: Em busca de investimentos estrangeiros, governos federal e estadual usam e apoiam missões, consultorias e ações de relacionamento como formas de promoção comercial

Veja abaixo a entrevista de Galvão ao site da Amcham:

Amcham: O que esperar para 2013, em termos de investimentos privados?

Alberto Galvão: À medida que a crise aumenta na Europa, vão surgir oportunidades no Brasil. Temos presenciando muitas empresas estrangeiras vindo investir aqui devido ao nosso grande mercado consumidor. Tivemos oportunidade de inserir no mercado consumidor pelo menos 40 milhões de pessoas, que antes estavam à margem do consumo. Apesar do cenário adverso no mundo, o Brasil está conseguindo manter um nível bem razoável de investimentos, com crescimento de capacidade instalada das empresas nacionais. Vemos com boas perspectivas todo o processo de atração do investimento, tanto externo quanto de empresas brasileiras do Sul e Sudeste que chegam a Pernambuco.

Amcham: Existem iniciativas do Estado de Pernambuco para incentivar investimentos em setores específicos?

Alberto Galvão: Sim, existe. Criamos um programa que acabou se tornando uma diretoria do Porto de Suape, o programa Suape Global. Ele é um grupo de trabalho com pessoas ligadas à academia, associações comerciais e setores da indústria e comércio, visando discutir a criação de um polo provedor de produtos e serviços do segmento naval, offshore e de petróleo e gás.

Amcham: O programa tem dado resultados?

Alberto Galvão: Após a montagem dessa diretoria, captamos ao menos 16 empresas para participar [e investir]. Outro segmento em que estamos investindo fortemente é o fármaco-químico. Criamos um polo do setor, que tem a Hemobrás – estatal de hemoderivados e biotecnologia – como empresa-âncora. Ela é ligada ao Ministério da Saúde e recebeu investimentos de R$ 450 milhões para produzir itens hemoderivados, uma oportunidade de o Brasil acabar com a dependência desses itens [vindos do exterior].

Amcham: Há algum outro segmento específico que Pernambuco pretende desenvolver?

Alberto Galvão: Outro segmento importante é o automobilístico, com a implantação da Fiat, que faz com que nos tornemos um polo de produtos automotivos. Além disso, o Estado possui cidades com fábricas de empresas de alimentos, como Sadia, Kraft e Metalfrio. Estamos investindo em vários segmentos e isso está dando resultados.

Amcham: Além do How To, que outras ações o Estado tem feito para atrair investimentos?

Alberto Galvão: Participamos da Renai (Rede Nacional de Informações sobre o Investimento), ligada ao MDIC. Também integramos um amplo programa junto à Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), em parceria com o Banco Mundial, para treinamento e capacitação de agentes de atração de investimento externo direto, que começou em 2009, com pessoas foram treinadas tanto no Brasil quanto no exterior. Isso fez com que nós profissionalizássemos todo esse processo de atração de investimento externo direto. Participamos também do projeto Primeira Exportação, também junto ao MDIC. São vários programas que surgem e Pernambuco não pode ficar de fora.

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