Planejamento do setor de infraestrutura e logística nos EUA motivou empresários durante missão

por gustavo_galvao — publicado 17/06/2013 15h21, última modificação 17/06/2013 15h21
São Paulo – De 10 a 14/06, Amcham levou empresas brasileiras aos estados do Texas e Geórgia (EUA)
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Conhecer de perto como funciona a área de infraestrutura e logística nos EUA permitiu às companhias brasileiras aprender e, mais do que isso, começar a aplicar ideias adotadas nos Estados Unidos dentro das empresas.  “Nós pudemos ver as novidades e agora vamos levar ao Brasil”, afirma Ricardo Molitzas, diretor da Santos Brasil, que opera contêineres em terminais e unidades de logística portuária em São Paulo, Santa Catarina e no Pará.

A companhia foi uma das participantes da Missão Prime de Infraestrutura e Logística, realizada pela Amcham Brasil, de 10 a 14 de junho. Nesse período, empresários participaram de visitas a portos, aeroportos, além de encontros com outras empresas americanas do setor em Houston, Dallas e Fort Worth, no Texas; Atlanta e Savannah, na Geórgia. Além da Santos Brasil, a missão contou com a presença do ramo de logística da Odebrecht e representantes do Olex, CISA Trading, CEILOG (Grupo Totvs), Santander e dos escritórios BM&A e Machado Meyer Sendacz e Opice Advogados.

Troca de experiências

Os participantes ressaltaram a importância do networking com as empresas americanas. Ezequiel Gouveia Borges, diretor estratégico da CEILOG, destaca a apresentação de membros do Instituto de Logística e Supply Chain (Cadeia de Suprimentos) do Georgia Tech, um dos melhores institutos de engenharia industrial, infraestrutura e logística dos EUA. “Como nós somos da CEILOG, que é uma empresa de tecnologia, pudemos aprender novas práticas a partir do modelo do Georgia Tech, pois eles trabalham com as plataformas tecnológicas de forma bem abrangente no ecossistema da logística americana”, conta Borges.

Durante a missão, aconteceram visitas aos complexos portuários de Houston e Savannah, além de um tour nos aeroportos de Forth Worth (Texas) e Atlanta (Geórgia). Segundo os participantes, tornou-se nítida a disparidade existente em relação à infraestrutura brasileira. “Existe muita diferença na mobilidade urbana, que é um grande problema no Brasil”, ressalta Ricardo Molitzas, da Santos Brasil. Segundo o gestor, as companhias privadas nacionais já investiram bastante para chegar a um nível internacional, mas a dificuldade está nos projetos públicos que raramente saem do papel.

Ele chegou a se espantar com a preocupação antecipada do setor privado americano em relação à capacidade aeroportuária. “No caso do Aeroporto de Dallas, eles estão planejando agora o que pretendem fazer daqui a 12 anos, quando a estrutura atual chegar ao limite”, conta Molitzas. Um modelo que pode ser trazido ao Brasil em toda a cadeia de suprimentos de logística, a partir de oportunidades vindas da relação com os Estados Unidos. “Essa missão conseguiu reunir, em um único lugar e de forma produtiva, as referências em operação logística no mundo”, destaca Mauro Velloso Rehm, gerente geral da OLEX.

A missão

A viagem com empresários a polos estratégicos de infraestrutura e logística dos EUA faz parte de uma programação de missões da Amcham, que têm como objetivo intensificar as relações entre Brasil e Estados Unidos. Essa iniciativa conta também com a organização de seminários e publicações da série How to Do Business and Invest in Brazil, já com mais de 30 títulos, abrangendo desde legislação trabalhista e ambiental até guias para investir em estados brasileiros e americanos.

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