Plano de Exportação do MDIC prevê mais comércio internacional

publicado 27/08/2015 16h11, última modificação 27/08/2015 16h11
São Paulo – Abrão Árabe Neto (SECEX) destaca atenção às pequenas e médias empresas no plano
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Lançado em junho, o Plano Nacional de Exportações (PNE) do governo federal contém uma série de diretrizes para aumentar a participação brasileira no comércio mundial. Além das ações para explorar mercados, financiar exportadores e simplificar processos burocráticos, Abrão Árabe Neto, secretário substituto da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) destacou a participação das pequenas e médias empresas no programa e o incentivo às importações.

“Elas (as pequenas e médias empresas) têm papel importante como vetores de crescimento e diversificação da pauta comercial brasileira”, afirma Árabe, no comitê de Comércio Exterior da Amcham – São Paulo, na quinta-feira (27/8). “E reconhecer as importações como elemento estratégico [facilitando o acesso a insumos de alto valor agregado] tanto para a produção interna como para a voltada à exportação é extremamente salutar para o aumento da competitividade”, de acordo com o servidor.

A forma encontrada pelo governo para incentivar as exportações das micro e pequenas empresas é pela redução dos trâmites de exportação. “Queremos tornar uma venda ao exterior tão simples quanto aquela que é feita no mercado interno”, disse Eduardo Celino, coordenador-geral de acesso a mercados e exportação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) da Presidência da República.

O governo tem trabalhado na unificação de procedimentos do Siscomex – plataforma eletrônica de registro de exportações – e dos operadores logísticos, resume Celino. “Operações mais simples ficam mais rápidas (de desembaraçar) e têm custos menores para o usuário”, detalha.

Árabe também destacou a exploração de novos mercados, ação prevista no PNE. Ele citou o acordo de facilitação de comércio e convergência regulatória com os Estados Unidos, realizado em março, como um passo importante para a ampliação de novos mercados. “Isso deu um novo impulso à agenda de abertura de mercados”, comenta. Os próximos passos do governo serão dados na América Latina, com a continuidade dos diálogos comerciais com o México, Peru e Colômbia.

O secretário também elogiou a atuação da Amcham como entidade aglutinadora de propostas de comércio exterior do setor privado. “A Amcham foi importante no processo de elaboração da PNE”, reconheceu Árabe.

É preciso ousar

Alfredo de Goeye, presidente da importadora e exportadora Sertrading, disse que o novo plano do governo foi recebido pelos empresários como um sinal de que o comércio exterior ganhou prioridade.

No entanto, disse que seus colegas precisam ter mais vontade de exportar. “Quantas empresas vão a campo efetivamente para tentar vender ao mundo? O governo pode ajudar simplificando os processos, mas é a iniciativa privada que tem que ir atrás”, indaga Goeye.

Para ele, há boas oportunidades em países como a Venezuela e o Irã, que sofrem sanções econômicas e têm regimes políticos pouco amistosos aos investidores. O executivo lembra que os dois países, além de grandes produtores de petróleo, carecem de muitos produtos básicos. “China, Europa e Estados Unidos continuam sendo destinos importantes. Mas, às vezes, é preciso ir à luta em outros mercados”, ressalta Goeye. 

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