Randon projeta exportar US$ 220 milhões em 2010

por agrimaldo — publicado 31/10/2010 13h31, última modificação 31/10/2010 13h31
Porto Alegre - Valor representam crescimento de 34% em relação ao ano passado, revela coordenador de Exportação.

A Randon, especializada em produtos voltados ao transporte de cargas, projeta que suas exportações totalizarão US$ 220 milhões em 2010, um crescimento de 34,1% em relação a2009 (US$ 164 milhões). A companhia atingiu a liderança nas vendas externas brasileiras de semi-reboques, que representaram 11,9% da sua receita líquida consolidada do primeiro semestre do ano. 

De acordo com Caio Rebello, coordenador de Exportação da empresa, para garantir a competitividade dentro de países da América do Sul e Central, do Oriente Médio e da África, o grupo implantou três plantas de Completely Knock-Down (CKD), postos de montagem das peças dos veículos nos países receptores. A empresa também colocou foco na atuação de representantes fiéis à marca ao redor do mundo. 

"Nosso objetivo é participar do mercado externo e qualificar o nome da marca, mas sem deixar de abastecer o mercado interno, que é nosso principal comprador. Temos grande presença nos mercados de mineração e construção civil daqui", afirmou Rebello, que participou do comitê de Comércio Exterior e Logística da Amcham - Porto Alegre na última terça-feira (28/09).

Atualmente, o principal comprador externo da Randon é o Chile, mercado que representa um terço do que é destinado ao continente sul-americano. Ele explica que o sucesso se deve ao relacionamento de 30 anos com um distribuidor local.  No Egito, na Argélia e no Quênia, a estratégia de CKD tem sido bastante vantajosa. "Eles recebem nossas peças desmontadas e as montam em postos locais da Randon. Isso facilita o transporte e diminui as taxas marítimas", comentou o coordenador.

Desafios

Mesmo com o avanço de suas exportações, a Randon reconhece algumas dificuldades. Além da complexidade para adequação dos produtos às exigências das leis de cada mercado, o câmbio e o frete marítimo tomam 15% do que representa uma venda para a África, por exemplo.

"Há ainda toda a concorrência regional, que adquire matéria-prima e mão de obra mais baratas do que as nossas", explicou Rebello.

Atuação

A marca Randon atua em três frentes: fabricação de implementos rodoviários e ferroviários e de veículos especiais; produção de autopeças e sistemas automotivos; e serviços como o consórcio e o banco Randon.

Atualmente, a empresa conta com mais de 80 profissionais na engenharia, setor de grande desenvolvimento tecnológico. Lá, são realizados testes virtuais para conceber projetos no menor tempo possível.

Desde o início deste ano, a Randon detém um campo de provas em Caxias do Sul. São 15 quilômetros de pistas que simulam as situações encontradas nas estradas. "É nesse campo que saímos do virtual para o real. A inovação tecnológica nos permite acertar mais", argumentou Rebello.

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