“Brasileiro é muito criativo, mas pouco inovador” comenta Sérgio Cavalcante, durante CEO Fórum da Amcham – Salvador

publicado 11/09/2017 16h03, última modificação 13/09/2017 09h49
Salvador – Evento reuniu 300 executivos para discutir adaptação e transformação

Para Sérgio Cavalcante, CEO do C.E.S.A.R, o brasileiro é muito criativo, mas pouco inovador. Durante o CEO Fórum de Salvador, realizado no dia 29/08 na capital baiana, o executivo apontou que o perfil das empresas é de copycat (imitação). “O cenário brasileiro não tem políticas de incentivo para inovação", criticou.

O evento, que reuniu cerca de 300 executivos, teve como tema a adaptação e transformação dos negócios no século XXI. Durante a palestra, Cavalcante apontou a cultura e a educação como principais empecilhos à inovação. Segundo ele, o modelo pedagógico brasileiro ensina a resolver problemas ao invés de encontrá-los, algo essencial para a sobrevivência das empresas.

Para o especialista, o primeiro passo para sair da cultura brasileira de inovação é identificar o problema, e a partir daí considerar as oportunidades. Após essa reflexão, começar a montar uma solução para aquele problema. Essas etapas, segundo Cavalcante, servem para mudar o ciclo de inovação que é encontrado nas empresas hoje.

Para Ricardo Bellino, a cultura do “coitadismo” brasileiro reverbera nas empresas. Essa postura pessimista acaba fazendo com que as pessoas não saiam da sua zona de conforto e provoca a estagnação do setor privado. O pior sabotador da inovação, em sua opinião, é o próprio empresário ou colaborador. “Para quebrar com esse paradigma, o Brasil precisa entender que coisas extraordinárias são feitas por aqueles que aceitam o risco de fracassar”, salientou.

Bellino também vê que a inovação tem espaço com a possibilidade de novos negócios mais voltados para a sustentabilidade em seus diversos pilares. Um exemplo que deu foi a necessidade de reinventar a indústria do plástico, exemplificando que, no ano de 2050, se o consumo e o descarte do material não mudarem, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. “Ou evoluímos ou sucumbimos”, destacou.

A reinvenção também tem relação direta com a gestão de pessoas, como apontado pelo CEO da Avianca, Frederico Pedreira. Ter uma gestão baseada em seleção, desenvolvimento e retenção talentos ajudou a organização a superar e crescer dentro da crise econômica de 2015, um dos anos mais complicados para a companhia. “A cultura de servir é uma política interna que vem sendo reforçada, gerando mais engajamento do cliente interno e resultados com clientes externos”, garante. Para garantir a agilidade dos processos como lançamento de produtos, a Avianca define fóruns específicos e periódicos com os líderes para tomada de decisão. A estruturação gera foco, velocidade, flexibilidade e eficiência, segundo Pedreira.

 

Confira a galeria de fotos do evento:

CEO Fórum Salvador - Setembro 2017