“Deveríamos ter pouca legislação e muita negociação”, afirma o ex-ministro Almir Pazzianotto

publicado 25/02/2014 13h02, última modificação 25/02/2014 13h02
São Paulo – Confira alguma das frases no Seminário Trabalhista da Amcham, mediado pelo ex-ministro
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Sindicatos trabalhistas e executivos da área jurídica das empresas Johnson& Johnson, Volkswagen, ITW e Cummins se reuniram para debater propostas de melhoria das relações trabalhistas no Seminário Trabalhista na Amcham – São Paulo na terça-feira (25/2). Moderado pelo ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto, os expositores defenderam a modernização das leis que regem a atividade de terceirização de serviços e da necessidade de o Judiciário ser mais ágil e menos centralizador. Veja alguns destaques do Seminário:

“Na Justiça do Trabalho, continua lavrando a maior confusão sobre a terceirização (da mão de obra)”, Almir Pazzianotto, consultor e ex-ministro do Trabalho.

“Deveríamos ter pouca legislação e muita negociação”, Almir Pazzianotto, consultor e ex-ministro do Trabalho.

“A falta de legislação que ampara as negociações coletivas dá uma insegurança jurídica tremenda”, Eduardo Barros, diretor Jurídico da Volkswagen.

“No Brasil, o CFO (principal executivo de finanças) não pode negociar sua própria rescisão de trabalho direto com a empresa. Tem que levar o conflito ao Judiciário” Patricia Ulian, diretora jurídica da Cummins para a América do Sul.

“Não temos leis flexíveis e o Judiciário é, com todo o respeito, muito lento”, Angélica Sampaio, diretora de Recursos Humanos da ITW.

“Como o Judiciário é complexo, resolvemos nos mostrar ao Poder Público local e convidamos os juízes para conhecer nossas fábricas”, Leandro Gomes, diretor jurídico da Johnson & Johnson.

“A legislação sobre terceirização é importante e vai trazer segurança jurídica ao setor”, Vander Morales, presidente do SINDEPRESTEM (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo).

“O que queremos é modernizar as leis de terceirização”, Genival Beserra Leite, presidente do SINDEEPRES (Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e Entrega de Avisos do Estado de São Paulo).

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