74% dos executivos pernambucanos estão confiantes no desenvolvimento do NE, aponta pesquisa Amcham

publicado 15/06/2015 12h09, última modificação 15/06/2015 12h09
Recife - A enquete foi aplicada em maio entre os participantes do Ciclo de Desenvolvimento Regional da Amcham

Apesar da crise econômica e política que afeta o país, o empresariado pernambucano se mantém confiante em relação ao desenvolvimento do Nordeste. Uma pesquisa inédita realizada pela Amcham Recife, em parceria com o Ipespe, com 106 presidentes, diretores e gestores aponta que 74% deles acredita que o Nordeste deve continuar crescendo nos próximos anos. De acordo com 89% os executivos ouvidos, os setores que mais devem crescer na região são a indústria automobilística e a indústria de energias renováveis. Os gestores também mostraram confiança em relação ao turismo, com 79% acreditando que os investimentos na área devem se manter estáveis e continuar impulsionando a economia nordestina.

A crise também pareceu não ter afetado tanto financeiramente as empresas pernambucanas. 43% dos gestores informaram que a situação de suas empresas em 2015 está igual à do ano passado, enquanto que 22% disse que a situação estava melhor. Apenas 31% informou que estava em situação desfavorável em relação a 2014.  

Segundo os executivos pernambucos ouvidos, as principais vantagens competitivas do Nordeste são os incentivos fiscais (citado por 58% dos entrevistados), a instalação de grandes empresas na região (lembrado por 53%) e a presença de facilidades logísticas (mencionada por 43%).

Por outro lado, a competitividade da região a nível nacional divide opiniões. 49% dos entrevistados consideraram o Nordeste muito competitivo em relação às demais regiões do país. Já outros 49% consideram a região pouco competitiva.

Os gestores também mencionaram os entraves presentes para o desenvolvimento da região. A falta de mão de obra qualificada ainda aparece como uma dor de cabeça para o empresariado, sendo lembrada por 81% dos entrevistados. Também foi lembrada na pesquisa a presença de uma defasagem da infraestrutura da região em comparação com a do resto do país (65% citou).  

Em relação aos tributos, a complexidade das normas e o número excessivo de normas foram apontados como os principais problemas para o cumprimento das obrigações legais das empresas, citados, respectivamente, por 61% e 52% dos entrevistados. 63% declarou que suas empresas têm adotado medidas de planejamento tributário no sentido de otimizar as cargas tributárias.

A pesquisa foi realizada no mês de maio com os participantes do Ciclo de Desenvolvimento Regional, promovido pela Amcham Recife no Sheraton Reserva do Paiva.