A Brasília do futuro será construída com pensamento inovador “radical” e participação da sociedade

publicado 07/11/2019 10h55, última modificação 06/11/2019 15h48
Brasília – Autoridades e empresários debateram o futuro da capital federal em 24/10
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A 2ª edição do DF2030 reuniu líderes e especialistas para debater o futuro do Distrito Federal

Para construir a Brasília do futuro, é preciso pensar e estruturar a cidade de forma “radical”, destaca Paulo Medeiro, Subsecretário de Inovação da Casa Civil do DF.

“Vi, nesses últimos 30 anos, a televisão sair do preto e branco e chegar ao que temos hoje. Vi o celular chegar no DF em 1994, vi toda essa transformação acontecer em três décadas, e hoje esses 30 anos aconteceriam em menos de 3. Esse mundo que vemos hoje, já não pertence a nós. Se não mudarmos radicalmente a nossa forma de pensar e estruturar as coisas, não vamos conseguir inovar”, disse, no nosso Fórum DF 2030 realizado em 24/10.

A tecnologia muda a forma de fazer as coisas, mas ela não é solução, acrescenta Jorge Barros, CEO do Instituto Smart City Business América, que também participou do debate. “Tecnologia não é solução para coisíssima nenhuma. Ela é instrumento para solucionar o processo de transformação da nossa cidade. A tecnologia nada mais é do que uma ferramenta que a gente usa da maneira mais adequada para atender uma solução que nasce das necessidades dos cidadãos. O fundamento do processo de transformação de uma cidade para uma cidade inteligente é a participação cidadã”, argumenta o executivo.

Também participaram a Diretora Executiva do Grupo Gravia, Rosângela Gravia; o coautor do Livro “Desenvolvimento Produtivo — Proposta para Diversificação da Matriz Econômica do DF”, Apolinário Rebelo; a Sócia do Machado Meyer Advogados, Diana Piatti Lobo; e o Presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Igor Calvet.

Projetos para o DF

O Secretário de Desenvolvimento Econômico do GDF, Ruy Coutinho, falou sobre os desafios do DF e da necessidade de promover uma política orientada para o desenvolvimento das atividades produtivas, geração de emprego, incentivo ao empreendedorismo, criatividade e inovação além do desenvolvimento de uma infraestrutura de qualidade.

O secretário apontou ainda a necessidade de mudança na matriz econômica do estado e de uma redução da dependência do setor público. “Com o passar do tempo, a importância relativa do setor público vai diminuindo, vai decrescendo. É o que está sinalizado para o futuro”, afirmou.

Alguns dos projetos apontados por Coutinho são o Desenvolve DF, que amplia o acesso dos empresários a imóveis da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), facilitar a implementação de novos negócios e regularizar milhares de empreendimentos do estado.

Além do Desenvolve DF, o secretário mencionou o Emprega DF, que oferece benefícios fiscais para inovação tecnológica, instalação de novas empresas, ampliação e realocação das empresas existentes, e o Simplifica PJ, de incentivo empresarial no setor industrial de Taguatinga e que, em breve, será aplicada no Plano Piloto.

Durante o evento, Coutinho também ressaltou iniciativas para o incremento do uso de energias renováveis, regularização fundiária tanto no plano quanto no meio rural e a reavaliação dos critérios do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

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