Amcham apoia agenda de retomada do crescimento de Joaquim Levy

publicado 14/08/2015 12h00, última modificação 14/08/2015 12h00
São Paulo – O CEO da Amcham, Delfim Netto e o ministro Joaquim Levy debateram hoje medidas para o Brasil voltar a crescer. Mais de mil empresários presentes
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Maior entidade multissetorial empresarial do país, a Amcham–Brasil apoia a agenda de retomada do crescimento econômico do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O ministro apresentou nesta sexta-feira (14/07) a proposta de reforma do ICMS e PIS/Cofins a mais de mil empresários associados da Amcham, em São Paulo, em um encontro que contou com a participação do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto.

“Nós estamos aqui para apoiá-lo. Os empresários estão ansiosos para ouví-lo, ter voz e apoiá-lo neste programa de ações para a retomada do crescimento”, declara Gabriel Rico, CEO da Amcham.

O executivo ressalta que a reformulação e a simplificação dos impostos vão promover a redução do tempo investido para pagar tributos, de custos administrativos para iniciativa privada e governo, burocracia e insegurança jurídica. “São elementos de uma agenda de crescimento que não implica em gastos de recursos adicionais, mas em determinação de se melhorar o ambiente de negócios”, avalia.

Gabriel Rico também destaca a necessidade de inserção do Brasil na cadeia global de valor, aumentando o comércio internacional e as exportações brasileiras. “É outro vetor da retomada. Precisamos desatar alguns laços obsoletos e construir novas pontes, especialmente com blocos mais desenvolvidos”, defende.

Delfim Netto, que introduziu o ICMS no país quando foi ministro da Fazenda, diz que o imposto se desvirtuou e virou espécie de “barreira alfandegária” (leia mais aqui). Ele também apoia a agenda do ministro Joaquim Levy. “Receba o suporte de toda a sociedade brasileira no esforço extraordinário de vossa excelência para que possamos construir a volta ao desenvolvimento econômico do Brasil”, afirma.

A carga tributária brasileira equivale a 35% do PIB, índice superior ao de outros países emergentes como Rússia, Índia, China, África do Sul e México, lembra Fernando Alves, presidente da PwC e vice-presidente do conselho administrativo da Amcham. Ele menciona, ainda, os custos decorrentes da complexidade do sistema, inclusive jurídicos.

“Cabe aplaudir a iniciativa de se iniciar o processo de simplificação e racionalização do contexto tributário com duas macro ações, ligadas ao ICMS e ao PIS/Cofins, tendo em vista a criação, no futuro, de um imposto de valor agregado, de natureza horizontal, que utilize amplamente possibilidades de creditação e gere benefícios mais equânimes para todos os setores da economia”, diz Alves.