Até 2050, Brasil será o maior exportador de alimentos do mundo, afirma Luiz Pretti (Cargill)

publicado 08/11/2019 11h35, última modificação 08/11/2019 11h35
São Paulo – Luiz Pretti, CEO da Cargill Brasil e do nosso Conselho acredita que o país tem um potencial agrícola ainda maior a ser explorado
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Da esquerda para a direita: Luiz Pretti (Cargill), Otávio Neto (CBN) e Jaime Verruck (Governo do MS)

Até 2050, o Brasil será o maior exportador de alimentos do mundo, afirma o CEO Cargill Brasil e presidente do nosso Conselho de Administração, Luiz Pretti. “Em 2050, seremos 9,7 bilhões de pessoas no mundo e não dá para pensar em alimentar todas essas pessoas sem pensar no Brasil”, analisa, lembrando que o País ainda conta com o potencial de dobrar a área destinada a agricultura sem a necessidade de desmatar.

Hoje, 30% de tudo que é produzido no mundo é desperdiçado, com um prejuízo econômico anual de US$ 940 bilhões. Apenas no Brasil, são 41 mil toneladas de alimentos desperdiçados por ano. “Hoje à noite vão dormir subnutridas 850 milhões de pessoas no mundo e o nosso país tem um papel chave nesse projeto de alimentar o mundo”, menciona Pretti. Assim, ele enfatiza que a missão da Cargill é mudar essa realidade. “Queremos nutrir o mundo de maneira segura, responsável e sustentável”, finaliza.

O executivo esteve presente em Campo Grande para o ‘MS Avança’, evento que discutiu perspectivas e cenários para Mato Grosso do Sul. Ele dividiu o palco com o Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Família, Jaime Verruck. A mediação do painel de debates ficou por conta do jornalista chefe da CBN Campo Grande, Otávio Neto.

TERRENO FÉRTIL

O Brasil tem a Cargill como a maior empresa americana e é o maior investimento da companhia fora dos Estados Unidos. “No ano passado nós da Cargill investimos 600 milhões de reais e p faturamento da nossa companhia foi algo em torno de 47 bilhões de reais, gerando 11 mil empregos”, comemora Pretti, lembrando que o Mato Grosso do Sul conta com 12 cidades dentre as 100 mais produtivas para o agronegócio no Brasil.

Jaime destaca a força do capital americano no Mato Grosso do Sul por conta do ambiente favorável e insiste: “Solicitamos que as empresas americanas continuem olhando para o MS como opção efetiva de investimentos.” Para o secretário, não se pode contar com o Estado para investimentos em infraestrutura, é preciso da iniciativa privada investindo através de concessões e PPPs. “ E o objetivo do governo é preparar um terreno fértil para essas empresas investirem”, indica.

Segundo Pretti, a cidade de Três Lagoas é o maior investimento da Cargill no Estado do Mato Grosso do Sul. “O Mato Grosso do Sul é a cara da Cargill e exatamente o que a gente acredita”, comenta. A companhia investiu US$ 80 milhões na expansão da fábrica de três lagoas para o processamento de mil toneladas de soja a mais por dia, grão que representa a maior fatia da exportação agrícola brasileira (40,2%).

CONJUNTURA

“Estamos muito otimistas em relação ao setor do agronegócio e agroindústria com o novo governo”, afirmou. Ele destaca os esforços da ministra da agricultura, Tereza Cristina, na defesa do Agronegócio brasileiro ao redor do mundo. “Ela é uma pessoa que entende o setor e todas as dificuldades que enfrentamos, além de ser uma defensora do agronegócio não só internamente, quanto externamente”, indica. O executivo lembra também a importância do agronegócio para o Brasil: “O saldo da balança comercial brasileira sem o agro seria negativo em 2018.”