Brasil aparece na 31ª colocação em Índice Global de Segurança Alimentar, que avaliou 105 países

por andre_inohara — publicado 02/08/2012 09h17, última modificação 02/08/2012 09h17
São Paulo – Pesquisa da EIU, a pedido da DuPont, mostra que mundo está mais bem alimentado, mas insegurança no abastecimento ainda é séria ameaça aos países.
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O mundo está mais rico e bem alimentado do que há cinquenta anos, mas a fome ainda consiste em uma séria ameaça à estabilidade dos países e suas populações.

O Índice Global de Segurança Alimentar (GFSI, na sigla em inglês), elaborado pela Economist Intelligence Unit (EIU) patrocinado pela DuPont, confirma, no geral, boas performances por parte dos países desenvolvidos, mas situações críticas em regiões pobres.

O Brasil – considerado um país de renda média – aparece na 31ª posição. Estados Unidos, Dinamarca e Noruega encabeçam a lista. Os países percebidos como com pior segurança alimentar foram os africanos Burundi, Chade e Congo.

Apesar de ser uma potência agrícola, o Brasil ficou atrás de nações latino-americanas cuja produção agrária é comparativamente mais modesta, como Chile (26º) e México (30º). O desempenho nacional, por outro lado, foi superior ao de Argentina (32º), Uruguai (33º) e Paraguai (49º), considerados produtores importantes de commodities agrícolas.

A pesquisa, apresentada no seminário Competitividade Setorial – Agronegócios, realizado pela Amcham-São Paulo nesta sexta-feira (03/08), tem como objetivo mostrar que segurança alimentar vai além da produção agrícola: envolve também logística de abastecimento e disponibilidade de oferta.

Veja aqui: Pesquisa Amcham: Infraestrutura deficitária e burocracia do sistema tributário desafiam agronegócio brasileiro

“A grande limitação brasileira é a baixa infraestrutura, um ponto claramente levantado na pesquisa da Amcham e que, comparado a outros países, é uma coisa que precisa ser melhorada”, disse Zacarias Karacristo, presidente regional da DuPont Nutrição e Saúde. O executivo apresentou a pesquisa durante o seminário.

Custo da insegurança alimentar

O estudo deixa claro que, mesmo que haja produção suficiente, “muitas vezes os suprimentos não conseguem chegar onde precisam devido a restrições físicas, políticas, econômicas e de mercado”.

O relatório da EIU cita dados de um levantamento de 2012 do Centro para o Progresso Americano, que diz que a insegurança alimentar é custosa não apenas porque faz as pessoas dormirem com fome. “Pouca comida aumenta os custos de saúde e reduz a produtividade da força de trabalho.”

A insegurança alimentar também ameaça a estabilidade política. “Estudos mostram que a falta de alimentos está relacionada a uma deterioração substancial das instituições democráticas em países de baixa renda, bem como aumento da violência pública, motins, abusos dos direitos humanos e conflito civil”, de acordo com o EIU.

Os critérios de avaliação do GFSI

O GFSI é calculado com base em três critérios: acessibilidade financeira a produtos alimentícios, disponibilidade e qualidade/ segurança.

A primeira categoria se relaciona com a capacidade de compra de alimentos, sua vulnerabilidade a choques de preços e presença de programas e políticas públicas de combate à fome.

"No que toca à acessibilidade, o Brasil tem baixo PIB per capita”, afirma Karacristo. Em 2011, a renda per capita do Brasil foi equivalente a US$ 10.710, conforme os últimos dados do Banco Mundial. Ainda segundo a instituição, essa é a 45ª renda per capita do mundo.

“Países de alta renda têm melhor pontuação neste indicador, bem como várias nações de renda média que investiram em programas nacionais de redução da fome, como o Brasil”, descreve o relatório. Esse quesito é liderado pelos EUA, enquanto o Brasil está na 29ª posição.

No segundo pilar, disponibilidade, a colocação brasileira cai para 34º, tendo a Dinamarca na liderança. Aqui, o objetivo é medir a infraestrutura de alimentos (oferta e distribuição), risco de interrupção de abastecimento e esforços em pesquisa agrícola. “Esse é um aspecto que bate perfeitamente com a pesquisa da Amcham”, comenta Karacristo.

O último item, qualidade e segurança, trata da diversificação e qualidade nutritiva dos alimentos. De acordo com o estudo, o Brasil se encaixa na 30ª colocação, enquanto Israel é o mais destacado.

“Em se tratando de diversidade da dieta, o nosso arroz, feijão e proteína possibilita uma disponibilidade de quilocalorias por pessoa bastante razoável”, observa o executivo da DuPont.

“Em se tratando de diversidade da dieta, o nosso arroz, feijão e proteína possibilita uma disponibilidade de quilocalorias por pessoa bastante razoável”, observa o executivo da DuPont.

 

“Em se tratando de diversidade da dieta, o nosso arroz, feijão e proteína possibilita uma disponibilidade de quilocalorias por pessoa bastante razoável”, observa o executivo da DuPont.

 

“Em se tratando de diversidade da dieta, o nosso arroz, feijão e proteína possibilita uma disponibilidade de quilocalorias por pessoa bastante razoável”, observa o executivo da DuPont.

 

“Em se tratando de diversidade da dieta, o nosso arroz, feijão e proteína possibilita uma disponibilidade de quilocalorias por pessoa bastante razoável”, observa o executivo da DuPont.

 

Veja aqui: Cadeia do agronegócio reforça necessidade de investimentos em infraestrutura logística e livre concorrência