Brasil pretende estar entre as dez potências mundiais do esporte até as Olimpíadas de 2016

por andre_inohara — publicado 08/09/2011 10h42, última modificação 08/09/2011 10h42
Recife – Estratégia do Comitê Olímpico Brasileiro é criar projetos de aperfeiçoamento em modalidades esportivas

O Brasil quer ser uma das dez maiores potências mundiais do esporte até as Olimpíadas de 2016, conquistando entre 25 e 30 medalhas. Essa é uma das metas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para o maior evento esportivo do mundo que será sediado no Rio de Janeiro daqui a cinco anos.

A informação é de Helbert Costa, gerente do Escritório de Projetos do COB. Para ele, o gerenciamento de projetos está no centro do planejamento para alcançar esta meta.

“Trouxemos o escritório de gerenciamento de projetos para o core de nosso negócio, esse foi um passo importante para organizarmos as metas do COB”, destacou Costa, que participou do 4º Encontro Pernambucano de Gerenciamento de Projetos, realizado pela Amcham-Recife em parceria com o Project Management Institute (PMI-PE), nos dias 05 e 06/09.

Segundo Costa, com a aplicação de estratégias de gerenciamento de projetos no COB foi possível definir metas e indicadores claros.

“Por exemplo, podemos planejar reduzir em 10 segundos o tempo de um corredor na prova de atletismo”, comentou Costa.

"Com o gerenciamento de projetos, visualizamos cada um dos elementos que influenciam este número. Eles podem ir desde a estrutura médica oferecida pelo atleta até a quantidade de pessoas trabalhando no COB."

Costa explica que, bons resultados nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro dependem do sucesso de projetos já estruturados para os eventos esportivos antecedentes.

Entre eles, estão os Jogos Panamericanos de Guadalajara em outubro de 2011, Olimpíadas de Londres em 2012 e competições sul-americanas de cada esporte nos próximos cinco anos.

“Temos que estruturar projetos para as competições anteriores aos jogos no Rio para que os atletas cheguem melhor preparados nas Olimpíadas.”

Oportunidade

De acordo com o gerente do Comitê Olímpico, as Olimpíadas de 2016 são a grande oportunidade de o Brasil desenvolver seu esporte mundialmente.

Ele destaca ainda que o COB lida essencialmente com atletas de alto desempenho, mas é essencial que haja o trabalho de base para aumentar o número de atletas com este perfil no País.

“O Ministério dos Esportes, os governos e secretarias estaduais e municipais têm que aproveitar esta oportunidade para desenvolver a base do esporte nacional”, afirmou