CEO da StartSe dá dicas para empresas se adaptarem à era da inovação

publicado 24/01/2017 15h42, última modificação 24/01/2017 15h42
São Paulo - Pedro Englert acredita que é preciso aceitar os erros nos processos e também analisar variáveis como o tempo, dinheiro e o objetivo da companhia
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A tecnologia dobra de capacidade a cada 18 meses. A constatação foi dita por Pedro Englert, CEO da StartSe, no Comitê de Inovação e Finanças, na sede da Amcham Brasil, em São Paulo, no dia 18/1.  Para não perderem a competitividade, as empresas precisam se adaptar rapidamente às práticas e processos mais eficientes.

O executivo acredita que a tecnologia pode compensar a competitividade gerada pelo ganho de escala, por isso, nem sempre a maior empresa será a que vai ter os melhores resultados. “Até muito tempo atrás, ser grande te gerava muita escala. E o ganha de escala te tornava mais competitivo. Isso não é mais tão verdade porque a tecnologia oferece uma série de vantagens de ganho de eficiência que compensam o ganho de escala. Então, as empresas estão tendo que buscar alternativas de inovação para que elas consigam competir com esse novo mercado que está surgindo”, disse.

Em entrevista à AmchamTV, Englert ainda falou o que acha importante para que as companhias consigam se tornar mais inovadoras. “A primeira coisa que eu entendo que a empresa tem que fazer para entrar nesse movimento de disrupção é aceitar o erro. Não tem como inovar sem aceitar a falha.”

O CEO da StartSe também acredita que é importante analisar algumas variáveis para possibilitar a inovação: tempo, dinheiro e objetivo. “A segunda coisa é entender quanto tempo a empresa tem disponível e qual é o recurso financeiro que ela tem. Somado a isso, qual objetivo ela quer. Então com base nessas variáveis a gente vai entender se o caminho é comprar startup, desenvolver um programa de inovação, contratar startup para prestar serviços... Enfim, algumas possibilidades que existem hoje, mas que são fundamentais elas serem definidas a partir do tempo, da quantidade de dinheiro e do objetivo da empresa ao fazer esse processo.”

Para atingir este estágio de disrupção, ele acredita que é importante ter um departamento focado em inovação. “Eu acredito que um departamento de inovação consegue concentrar mais os esforços nessa direção. Mas o principal desafio dos departamentos de inovação é convencer o resto da empresa a implantar ou olhar para esses mercados. Então é importante que os altos cargos estejam no processo e que toda a empresa consiga perceber os benefícios daquele movimento”, concluiu.

A Amcham Brasil também acredita que inovar é um desafio constante para as empresas brasileiras. Por isso, será realizada em abril a 1ª Missão Internacional de Inovação em São Francisco e no Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos. Para mais informações, visite este link.