Concurso Vídeo Legal, sobre pirataria, premia estudantes de Brasília na quarta-feira

publicado 05/08/2014 15h07, última modificação 05/08/2014 15h07
Brasília – 400 alunos dos CILs concorrem com vídeos que discutem o comércio de produtos piratas
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O estudante Marcos Paulo Rodrigues, 13 anos, está concorrendo ao prêmio do Concurso Vídeo Legal, feito com um grupo de amigos, sobre o comércio de produtos piratas. O concurso cultural vai revelar seus vencedores na quarta-feira (06/08), no Cine Brasília. “Estou esperançoso, acho que podemos ganhar”, diz.

Ele é um dos 400 alunos dos CILs (Centro interescolar de Línguas) do Distrito Federal que participam do concurso. A disputa promove a discussão sobre pirataria entre estudantes da rede pública de ensino do país. Em 2014, o projeto é realizado nas cidades de Brasília e São Paulo.

Marcos diz que, antes do projeto, conhecia muito pouco sobre pirataria. Com o grupo, fez pesquisas e participou de debates, até escolher o tema que seria abordado. “Escolhemos a pirataria em óculos porque ficamos chocados com os prejuízos que ela pode causar. Fizemos pesquisas médicas e descobrimos que os óculos piratas podem até aumentar o grau de uma doença nos olhos, como a miopia”, comenta.

O adolescente conta que também discutiu o assunto em casa. “E se você compra um produto pirata, não prejudica só a si mesmo, mas também a outros que fizeram os produtos originais”, acrescenta.

O concurso

O Concurso Vídeo Legal é realizado desde 2012, organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), Consulado dos Estados Unidos em São Paulo e Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO). Em Brasília, o concurso é apoiado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, confirmou presença na cerimônia de premiação.

Além de receber troféu, o grupo do vídeo vencedor fará uma visita ao Centro de Tecnologia da Microsoft, em São Paulo. A premiação será na quarta-feira (06/08), no Cine Brasília, das 09h às 11h.

Dados de pirataria

A pirataria causa danos aos mercados no mundo todo. Levantamento do FNCP (Fórum Nacional de Combate à Pirataria) com 13 associados diz que óculos e cigarros estão entre os produtos mais pirateados, além de softwares, perfumes e videogames.

Os dados são de 2012. O mercado ilegal chega a movimentar mais de R$ 24 bilhões, segundo o estudo. Com isso, o governo deixou de arrecadar R$ 7 bilhões. Parte desse prejuízo é consequência do uso de software não licenciado. No Brasil, metade dos programas é pirata.

Estudo da associação mundial de empresas de tecnologia BSA – The Software Alliance (Business Software Alliance) divulgado em junho de 2014 revela que o Brasil reduziu em três pontos percentuais o índice de pirataria de software, de 53% para 50%. Os números são referentes a 2013.

O Brasil é o país da América Latina com o menor percentual de pirataria. A taxa média de uso de software não licenciado na região é de 59%.

Dados da IFPMA (International Federation of Pharmaceutical Manufacturers & Associations) no Guia Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) 2014 indicam que 15% dos medicamentos em circulação em todo o mundo podem ser falsos.

O Brasil é um dos 123 países em que esse comércio ilegal ocorre, sobretudo pela internet, em que é vendido mais da metade dos remédios piratas. Em algumas regiões da América Latina, os medicamentos piratas chegam a representar 30% do mercado. Esse tipo de comércio mundial rende de US$ 75 bilhões a US$ 200 bilhões às redes de criminosos de remédios falsos.