Condomínios logísticos são alternativa para empresas que querem crescer rápido e diminuir custos

por andre_inohara — publicado 13/11/2012 16h18, última modificação 13/11/2012 16h18
São Paulo – Áreas fechadas de acesso restrito, os condomínios são alugados por companhias para fabricar ou distribuir produtos.
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Bem localizados e financeiramente acessíveis, os condomínios logísticos são cada vez mais procurados por empresas que precisam expandir rapidamente suas operações. Áreas fechadas de acesso restrito, os condomínios são alugados por companhias para fabricar ou distribuir produtos. A vantagem é que os custos com manutenção diminuem, pois são rateados entre os inquilinos.

A procura por estes espaços deve continuar aquecida por muito tempo, segundo Maurício Pantaleão, gerente comercial e de marketing do fundo de empreendimentos imobiliários CLB (Centro Logístico Brasil).

“O varejo cresce muito, em função do aumento do consumo das classes C e D. Nesse caso, o varejista necessita ter pontos de apoio para fazer com que a mercadoria chegue rápido aos grandes centros metropolitanos e regiões secundárias”, exemplificou ele, durante o comitê de Logística da Amcham-São Paulo nesta terça-feira (13/11).

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Pantaleão usou dados da consultoria Colliers para indicar que a taxa de vacância (imóveis de uso corporativo disponíveis para compra ou locação) no segundo trimestre foi de 6,8%, para um estoque de 6,2 milhões de metros quadrados (m2). No mesmo período de 2011, esse indicador estava maior – 7,2% – em uma época em que o inventário disponível era menor: 4,8 milhões m2.

“O estoque deve chegar a mais de 10 milhões m2 em dois anos. Vemos grandes players internacionais entrando no Brasil, e isso acontece acompanhado da oferta crescente de produtos”, diz o executivo.

De acordo com Pantaleão, o CLB possui 1,2 milhão m2 de galpões alugados, mas com “potencial para desenvolvimento de 2,5 milhões m2 de novos condomínios”.

As vantagens do condomínio

Nos grandes centros, estão os principais mercados industriais, como as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, outras localidades também se destacam, em função do desenvolvimento da infraestrutura portuária e do poder aquisitivo.

Nessa categoria, os mercados mais proeminentes são Recife e Curitiba. Também têm se destacado Porto Alegre, Vitória, Salvador, Goiânia, Fortaleza e Manaus. “Muitas empresas de logística querem condomínios perto de regiões metropolitanas, de preferência entre as principais rodovias”, detalha Pantaleão.

Um bom condomínio tem que proporcionar espaço e movimentação ao cliente, de acordo com o executivo. “O projeto é muito importante para que o cliente se preocupe apenas com a operação. Tem que ter, por exemplo, um pátio de manobra onde o caminhão não tenha que ficar parado esperando outros manobrarem”, explica.

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GM

O fato de a produção de peças e acessórios para pós-vendas na fábrica da General Motors (GM) em Sorocaba  estar sobrecarregada levou a montadora a optar por um condomínio logístico. A operação ainda não está em pleno funcionamento, mas já compensa o investimento, disse Renato Fusaro, gerente de Real Estate da GM para a América do Sul.

“Basicamente, optamos pelo condomínio por conta da localização. Estaremos mais próximos de nossas fábricas de São José dos Campos e São Caetano do Sul”, explica o executivo. Fusaro não entrou em detalhes sobre a operação, mas adianta que o objetivo é complementar a produção da unidade de Sorocaba.

A proximidade com nossas fábricas foi o foco em nossa busca, por conta da malha rodoviária e mercado que atende, que está mais no sudeste. “Partimos para a locação para atender a uma necessidade específica, e também para diluir os custos com os condôminos”, comenta.

O projeto é inédito na montadora, que tem contrato de cinco anos renováveis por mais cinco. “Dependendo do sucesso, vamos expandir o projeto.”

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