Conheça três passos para ajudar a diminuir os impactos do Covid-19 no seu negócio

publicado 30/03/2020 14h56, última modificação 16/04/2020 10h37
Brasil – Empresas com gestão de riscos consolidada saem mais fortes da crise; veja como preparar a sua organização
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Para sair mais forte da crise, é necessário pensar em estratégias de longo prazo: realizar transformações operacionais, rever os canais do negócio e aumentar a presença digital

O avanço da pandemia do Coronavírus em diversos países acende um alerta não só ao bem estar da sociedade como também para a sustentabilidade dos negócios. Empresas de todo mundo acionaram seu plano de contingência a fim de mitigar os impactos da crise. A cadeia produtiva precisou rever seu modus operandi, seja implantando o trabalho remoto às suas equipes ou alterando o planejamento da entrega de produtos e recebimento de matérias primas. Durante o webinário da série Covid-19 ‘Gestão de Risco nas Organizações’, contamos com a participação de Francisco Macedo, sócio e líder de Consultoria de Crises da PwC Brasil e Viviane Moreira, gerente de Resiliência Corporativa da UHG Brasil (UnitedHealth Group), para entender como fortalecer as empresas neste momento.

 

TRÊS PASSOS

Baseada em uma pesquisa realizada pela PwC, a metodologia apresentada por Francisco divide o plano de gestão de crise em três etapas: preparar, responder e sair mais forte. A primeira delas diz respeito a antecipação aos riscos. Em seguida, vem a fase de responder à crise. “Primeiramente, você precisa assegurar o bem-estar da sua força de trabalho para que ela consiga ter não só a tranquilidade necessária para cuidar de sua família, mas também trabalhar de maneira efetiva enquanto estiver em home office”, pondera.

Na fase de mobilização, é fundamental ter um plano de crise e continuidade bem estabelecido com um comitê robusto por trás dele para centralizar toda informação em fontes confiáveis. A responsabilidade desse grupo é comunicar com colaboradores e demais stakeholders, como clientes, fornecedores, prestadores de serviços, entre outros. “O desafio que muitas organizações estão enfrentando é que, anteriormente, elas sequer tinham estrutura de trabalho home office. Além disso, sem a existência do comitê, há ruídos de comunicação em detrimento de informações descentralizadas”, aponta.

A segunda etapa da resposta é a de estabilização. Uma vez que a empresa esteja mobilizada, é necessário elaborar estratégias não apenas considerando a estrutura interna, mas também fatores macro ambientais. “Temos que estar atentos 24h por dia com uma equipe de especialistas que te apoie para coletar as informações e ajudar na tomada de decisões”, completa. É preciso avaliar todo o impacto no fornecimento e na sua produção a fim de garantir a liquidez do negócio.

Por último, para sair mais forte da crise, é necessário pensar em estratégias de longo prazo. Por exemplo, transformações operacionais, rever os canais do negócio, aumentar a presença digital e se antecipar a litígios e disputas. “Nessa onda, podem surgir litígios de organizações, inclusive você sendo litigante ou sendo litigado por outras empresas. O quanto antes você estiver preparado para isso, você evita litígios mais amplos e pode renegociá-los”, avalia.

 

NO FRONT DA CRISE: ESTRATÉGIAS DA ÁREA DA SAÚDE

Após alguns meses de trabalho com um comitê dedicado a crise do Coronavírus, a UHG pôde se antecipar para mitigar os impactos: a companhia já se preparava para a epidemia desde seu avanço na China. “Como empresa de saúde, nosso foco são as pessoas, não somente clientes como também nossos colaboradores. Buscamos avaliar todos os impactos que esta crise poderia trazer e assim nos antecipamos tanto para o trabalho remoto como para o melhor atendimento ao cliente”, afirma Viviane Moreira.

“Gestão de crise não é fácil, no entanto, é tangível e viável”. Para a especialista, o grande diferencial das empresas com um plano de contingência e continuidade é ter uma área dedicada para ligar todos os pontos e assim se antever aos seus impactos. Nesse contexto, comunicação estratégica é fundamental para transmitir informações de forma a garantir o clima organizacional e a reputação da empresa. “Invista na comunicação principalmente com o suporte da liderança. Este é o canal mais confiável para que o funcionário tire as eventuais dúvidas e evite fake news”, declara.

Os líderes devem manter a frequência de comunicação mesmo com a sua equipe em home office. Informações assertivas e claras garantem a mitigação de eventuais impactos na força de trabalho e também no futuro do negócio. “Mais do que nunca, esse acompanhamento por parte da liderança é de grande importância, pois há uma grande circulação de informações sobre empregabilidade, saúde dos seus funcionários e familiares, entre outras questões. E o líder deve ser o protagonista deste processo de transmitir confiança ao colaborador”, finaliza.

 

Assista abaixo alguns destaques do papo:

 

 

O QUE SÃO OS WEBINÁRIOS?

São transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas, exclusivos online, sobre diversos assuntos do mundo empresarial. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais, inicialmente programados até o dia 31 de março, em atividades digitais e webinários.

 

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM?

Os webinários especiais sobre a Covid-19 são públicos, totalmente gratuitos e podem ser acessados pelo link amchambrasil.com.br/aovivo.