Defesa da propriedade intelectual é a garantia de trabalho reconhecido, diz cônsul dos EUA

publicado 01/08/2013 16h13, última modificação 01/08/2013 16h13
São Paulo – Concurso Vídeo Legal premiou os alunos vencedores da 3ª edição
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O cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins, disse aos jovens que participaram do concurso Vídeo Legal, que proteger uma obra intelectual é importante para o Brasil, para os futuros profissionais e também para os próprios autores.

“A ideia de criar algo é digno de prêmio e apoio. Quase todos os brasileiros trabalham para um futuro baseado em avanços industriais, culturais e econômicos. Então, desenvolver e criar novas ideias e produtos é importante para o futuro do país e de suas carreiras”, afirmou o cônsul, dirigindo-se à platéia de estudantes de nível médio e fundamental.

Hankins participou da cerimônia de premiação dos vencedores do terceiro concurso Vídeo Legal, iniciativa da Amcham e do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo para reconhecer e valorizar os melhores trabalhos sobre os malefícios causados pela pirataria. A premiação ocorreu quinta-feira (1/8) na Amcham-São Paulo.

Dos 43 vídeos produzidos por 27 escolas municipais, dez chegaram à fase final. Os três vencedores de cada categoria foram:

 Categoria 1 (dez a doze anos)

1º lugar: O mundo pirata – EMEF Máximo de Moura Santos

2º lugar: Entrando numa furada – EMEF Padre Manoel de Paiva

3º lugar: Biopirataria um caso de policia – EMEF Professora Sylvia Martin Pires

 Categoria 2  (doze a catorze anos)

1º lugar: A história da boneca pirata – EMEF Ruy Barbosa

2º lugar: Pirataria não é legal – EMEF Máximo de Moura Santos

3º lugar: A Casa Caiu – EMEF Lilian Maso

O cônsul americano ressaltou a importância de reconhecer o esforço e a criação. “Se alguém roubar o trabalho de vocês, é claro que ficarão chateados, porque trabalharam muito para criar novas ideias. A luta contra a pirataria é um projeto de todos”, afirma ele.

O Brasil de hoje é mais desenvolvido do que há vinte anos, e uma “fonte de criação nesse século”. “Há milhares de patentes que vêm das empresas brasileiras. São novas tecnologias que, para o futuro econômico, serão fundamentais”, comenta Hankins.

Futuro

Na cerimônia, o cônsul do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO, na sigla em inglês) no Brasil, Albert Keyack, também ressaltou que o futuro será construído pelos estudantes, por meio da inovação. Dois dos apoiadores do concurso, a fabricante de artigos de tecnologia HP e o laboratório Eli Lilly, incentivaram os jovens a seguir o caminho da criação e da “originalidade”.

“Vamos disseminar a cultura de fazer o bem e com originalidade”, destacou Regiane Salateo, diretora de Assuntos Corporativos  da Eli Lilly. Márcio Furrier, gerente de desenvolvimento de novos negócios da HP, disse para os estudantes “usarem sua energia para construir a sociedade”. Leandros Myriantheus, do Departamento de Combate à Pirataria da Microsoft, parabenizou os estudantes e elogiou seus esforços.

Para os estudantes, o concurso foi uma oportunidade de conhecer um pouco do processo de criação intelectual e exercitar as habilidades artísticas. Já na visão dos palestrantes, a criação intelectual tem que ser desenvolvida em conjunto com a cidadania. Essas são as bases para um futuro inovador.