Departamento financeiro eficiente automatiza rotinas e atua como parceiro de negócio

por giovanna — publicado 14/06/2012 15h52, última modificação 14/06/2012 15h52
São Paulo – Estudo da PwC mostra que 62% das empresas ainda usam planilhas manuais e perdem um tempo precioso que poderia ser empregado em tarefas mais qualitativas.
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Um departamento financeiro eficiente, considerado exemplo de desempenho, é aquele que vai além das atividades rotineiras de eficiência transacional (como contabilidade e produção de relatórios) e dos processos de controle, e assume posição de relevo no planejamento estratégico da empresa, atuando como parceiro de negócio e apoiando decisões corporativas com análises qualificadas.

Este é um dos destaques de pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC) apresentada nesta quinta-feira (14/06) durante o CFO Fórum da Amcham-São Paulo. O levantamento “Dirigindo ou Derrapando?” foi feito em 2011 junto a 130 empresas globais, com atuação em 82 países, incluindo o Brasil, e abordou os desafios da função financeira e a busca por suas melhores práticas.

Entre as companhias ouvidas, a falta de automatização dos processos financeiros aparece como um grande ponto de atenção. A pesquisa mostrou que 62% das empresas ainda usam planilhas manuais e perdem tempo e dinheiro por conta disso.

“Apesar da disponibilidade de tecnologia testada e comprovada, os processos manuais ainda predominam”, destaca Luiz Eduardo Viotti, sócio líder de Consulting Finance da PwC, que apresentou a pesquisa no fórum da Amcham.  Isso consome tempo precioso e aumenta o custo e a necessidade de supervisão gerencial. Os dados do levantamento apontam que menos de 15% das empresas participantes acreditam ter alinhado efetivamente o uso da tecnologia com as estratégias gerais do negócio.

Automatizando

A pesquisa da PwC revela que fluxos de trabalho automatizados e interfaces entre sistemas e ferramentas, assim como armazenagem de dados e instrumentos sofisticados de planejamento e análise ajudam a ganhar tempo para ser investido em tarefas que agreguem valor e ainda ajudem a reter talentos.

 “A questão de eficiência envolve garantir que nossos processos estejam alinhados e sejam eficientes”, afirma Viotti. É a essência do “fazer mais rápido com cada vez menos recursos”.

A diferença entre uma função convencional de finanças e uma Best in Class é significativa; os custos da primeira são 60% superiores e, além disso, elas enfrentam maior dificuldade para se adaptar às mudanças do negócio e às exigências regulatórias, retrata o relatório.

A PwC entende que “as empresas de alta performance estabelecem unidades de serviços multifuncionais apropriando-se das vantagens da automatização dos processos de ponta a ponta, aproveitando a sua estrutura de serviços compartilhados”.

No caminho contrário, “empresas convencionais precisam de mais funcionários e adotam soluções provisórias, reduzindo eficiência e elevando custos que podem aumentar a probabilidade a erros e exceções, assim como afetam sua capacidade em se adaptar rapidamente às mudanças”.

Visão estratégica

O estudo destaca que as empresas de alta performance têm 40% mais pessoal atuando em atividades qualitativas, agindo como parceiros de negócio, e consomem menos horas em tarefas rotineiras e mais tempo aconselhando diretores e equipes de negócios.

Aproximadamente 80% dos entrevistados dizem que suas equipes de finanças estão assumindo um papel importante no planejamento estratégico, 20 pontos percentuais acima dos que declaravam isso na pesquisa do ano anterior.

Os entrevistados que relataram que seus executivos de finanças exercem função preponderante no planejamento estratégico passaram de 63% do total (no estudo passado) para 78% (no levantamento atual).

O salário médio nessas empresas também é superior às convencionais para atrair os profissionais mais qualificados e capacitados a desempenhar esse papel estratégico. O gasto adicional é recompensado por uma maior eficiência em processos transacionais e de compliance, ressalta a pesquisa.