Dicas de multimodalidade e intermodalidade logística para alavancar o negócio

publicado 17/09/2015 16h36, última modificação 17/09/2015 16h36
Recife - Especialista Osvaldo Moz detalhou estratégias de distribuição que consideram velocidade, burocracia, distância e custos
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Em momentos de crise, em que os empresários precisam se desdobrar para aperfeiçoar a gestão, é importante olhar para a logística do negócio. Para o especialista Osvaldo Moz, com mais de 20 anos de experiência no ramo, a multimodalidade e a intermodalidade, que consistem no uso de diversos meios de transporte para o transporte da mesma carga, podem ser ferramentas interessantes para tornar o negócio mais eficiente.  Ele palestrou na noite da última terça-feira, dia 15/9, no comitê de logística da Amcham Recife, no Amcham Business Center.

“Muitas empresas ainda se mantém muito presas ao transporte rodoviário. É importante estar atento às diversas modalidades existentes e avaliar se há outras que se adequem melhor à estratégia da empresa”, comenta Moz.

Ele enfatiza que na hora de escolher as modalidades de transporte é necessário levar em contar não apenas os custos como também a velocidade, a burocracia, a distância dos centros urbanos, e o volume que se deseja transportar – assim como o tipo de carga.

O especialista explicou que a intermodalidade caracteriza-se pela emissão individual de documento de transporte para cada modal, bem como pela divisão de responsabilidade entre os transportadores. Já a multimodalidade, por sua vez, exige a emissão de apenas um documento de transporte, cobrindo o trajeto total da carga, do seu ponto de origem até o ponto de destino.

Para ele, é fundamental estar atento às vantagens e desvantagens de cada tipo de transporte. O rodoviário, por exemplo, é bastante flexível e pode ser usado para qualquer tipo de carga, ao mesmo tempo em que apresenta limitações de volume de transportado e tem maiores riscos de roubo e acidentes. Em relação ao transporte viário, sua principal vantagem seria a velocidade de locomoção, tendo como desvantagem, porém, o alto custo de frete.

GARGALOS

No entanto é válido lembrar que mesmo que a logística da empresa seja otimizada ao máximo, o país ainda conta gargalos significativos na área de transportes. Moz cita estudo feito por professores da USP indicando a necessidade de investimentos em infraestrutura logística na ordem de R$ 1,09 trilhão. Contudo, em momentos de contingenciamento de gastos públicos como o atual, a tendência é que os gargalos permaneçam.

“O custo logístico do Brasil corresponde a 14% do PIB. Se investimentos não forem feitos, a tendência é que continuemos abaixo da média mundial, que gira em torno de 10%. Isso sem falar nos países desenvolvidos, onde a média é de 6% do PIB”, avalia Osvaldo Moz.